Situação de alcoolismo entre índios preocupa estado de Tocantins

Dos índios brasileiros, 38,4% consomem álcool e deste total, 49,7% gostariam de parar de beber, mas não conseguem – 46% chegaram a pedir ajuda, sem sucesso, à família, ao médico, à igreja ou a amigos, conforme o levantamento da Secretaria Nacional Antidrogas – Senad. O consumo de álcool é considerado um grande problema nas aldeias.

Na comparação entre gêneros, 50% dos homens indígenas consomem álcool, contra 21% das mulheres. A bebida mais consumida é a cerveja – 67,6%, seguida da cachaça – 41,9%, e do vinho – 14,8%. O levantamento revela que os índios começam a beber aos 17 anos, enquanto para o restante da população brasileira a idade inicial é de 13 anos, em média.

No Tocantins, o problema do alcoolismo é visível nas cerca de 100 aldeias existentes. Uma das situações mais grave está na reserva Xerente, município de Tocantínia, a 80 quilômetros de Palmas. O alcoolismo tem contribuindo para a desunião entre os índios, surgimento de novas aldeias e, ainda, para a falta de cuidado com os próprios filhos nos casos de alcoolismo freqüentes.
OBID Fonte: JORNAL DE TOCANTINS-TO