Armadilha contra mosquito será usada no combate à malária

Legenda:Fiocruz O combate à malaria vai ganhar um novo aliado. Serão utilizados mosquiteiros para diminuir a infestação de mosquitos transmissores da doença. Inicialmente são 7.000 armadilhas, colocadas em três municípios do Acre – Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Depois de avaliada, a iniciativa poderá ser estendida para toda a Amazônia Legal. A entrega deste material foi realizada hoje (8) pelo secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna.

As cidades foram selecionadas por terem a maior incidência de malária do estado. Juntas, respondem por 84% dos casos, principalmente entre crianças e grávidas. No período de janeiro a setembro deste ano, houve redução de 48% nos casos da doença. De janeiro a agosto, foram registrados 319 mil casos de malária no Brasil, sendo 35 mil no Acre.
Os Mosquiteiros Impregnados de Longa Duração (MILD) foram doados ao Ministério da Saúde pela Organização Pan-
Americana da Saúde (OPAS), com o apoio da United States Agency for International Development (USAID).

A principal estratégia de controle vetorial de malária atualmente recomendada pela Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Malária (CGPNCM), da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, é a borrifação das residências com inseticidas. O uso de mosquiteiros impregnados ainda não é feito em larga escala, mas a iniciativa permitirá avaliar, em campo, a sua efetividade.

Os MILD têm o inseticida impregnado em suas fibras, o que protege degradação e remoção física desse veneno. Os mosquiteiros podem ser repetidamente lavados sem que a ação inseticida seja perdida. A duração de sua ação é de, pelo menos, três anos, sem precisar de reimpregnação.

A incidência da malária e a existência de um grande número de tanques de piscicultura, que servem como criadouros do mosquito transmissor, foram os indicadores que levaram à seleção das três cidades.

Diagnóstico e tratamento – Nestes municípios, o acesso ao diagnóstico e tratamento é satisfatório. Cerca de 70% da população tem acesso ao tratamento em menos de 48 horas após o início dos sintomas, enquanto a média nacional é de 56%. Outro fator determinante é o apoio que o Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, tem dado às ações e estudos propostos pelo Ministério da Saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, no Programa Global de Malária (Global Malaria Programme GMP), três intervenções principais para o controle da doença. São elas: o diagnóstico dos casos de malária e tratamento com medicamentos efetivos; a distribuição de mosquiteiros impregnados de longa duração (MILD) para atingir cobertura total sobre toda população em risco; e o uso de borrifação intradomiciliar para reduzir ou eliminar a transmissão de malária.

As medidas de controle vetorial de malária têm como objetivo reduzir o contato do homem com o vetor por meio do uso de barreiras físicas e/ ou químicas que impedem ou diminuem a chance de contato do mosquito com o homem. Quando bem realizadas, estas medidas podem ter grande impacto, reduzindo enormemente a densidade de mosquitos do gênero Anopheles – os vetores potenciais de malária – picando humanos.

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Fonte: Ministério da Saúde www.saude.gov.br