Fumar influencia a capacidade de lidar com a dor

O tabagismo é considerado um hábito infelizmente comum, em todas as populações. Independente do sexo, e, hoje em dia até mesmo da idade, essa dependência é encontrada, seja como uma questão de alívio para o estresse, seja como uma tentativa de afirmação e status social, sendo neste último considerado o principal motivo para os mais jovens.

Muitos pacientes que sofrem de dores crônicas fumam. Esse parece ser um caminho para o escape ou suporte do problema. Mas qual seria a influência do fumo diante de medidas para tentar aliviar a dor?

A revista Pain Medicine publicou este ano, 2007, um artigo produzido por pesquisadores americanos, os quais buscaram avaliar precisamente a relação entre cigarros e terapias contra a dor crônica.

A pesquisa foi feita em pacientes que apresentavam dor de coluna. Eles foram divididos entre aqueles que fumavam e não fumavam. Feito isso, esses indivíduos foram acompanhados por dois anos, com avaliações realizadas com um mês, seis, 12 e 24 meses, sendo que nesse período, técnicas multidisciplinares para o alívio da dor foram realizadas. Uma outra questão, verificada pelos investigadores, era qual a relação entre trabalho, fumo e dor, assim como entre a dor e o status profissional.

Ao que parece, fumar estar associado a uma baixa resposta às terapias para o auxílio do controle da dor. Em contrapartida, quando um paciente retornava ao trabalho sem fumar, notou-se uma melhor capacidade de lidar com a dor e, conseqüentemente, uma possibilidade de ganhos profissionais. Em decorrência disso, os autores sugerem que medidas que visem a diminuição da dor crônica, em especial entre os fumantes, devam ser empregadas, na tentativa de melhorar a qualidade de vida e desempenho profissional desses indivíduos.
Fonte: Abead – Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas