Até insetos foram encontrados após análise em cigarros falsificados

Um estudo elaborado pelo perito criminal Edmundo Braun, professor da Academia de Polícia do Estado de São Paulo, mostrou que os cigarros falsificados apreendidos em Foz do Iguaçu contêm diversas irregularidades. O resultado da pesquisa foi repassado à reportagem pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação – ABCF.

Nenhuma das 37 marcas recolhidas possuía o prazo de validade impresso na carteira ou no selo, 11% das “amostras” não continham sequer frases de advertência sobre os riscos do hábito de fumar e 30 delas foram submetidas a análise.

A perícia indicou que 25 possuíam teor de alcatrão superior ao estabelecido pela Agência de Vigilância Sanitária – Anvisa – em dezembro de 2001. Para a nicotina, 40% estavam fora do padrão. Já para o índice de monóxido de carbônico, o resultado foi ainda pior: só 2% respeitavam o limite.

Dos 30 cigarros analisados, apenas duas marcas cumpriram os limites estabelecidos pela Anvisa para todas as substâncias – alcatrão e nicotina. 70% das marcas não possuíam informações sobre os teores dessas substâncias impressas na embalagem.

A análise indicou a presença de grãos de areia, barbante, sementes de ervas, capim, papel de cigarro e fumo verde. Em algumas marcas, foram encontrados insetos e bicho de fumo.

O exame foi feito pelo perito nos laboratórios especializados da British-American Tobacco – BAT, único no País capaz de efetuar uma análise completa da qualidade de fumo e cigarros.
OBID Fonte: Autor: FOLHA DE LONDRINA-PR