Alcoolismo na ficção retrata a realidade sobre a dependência do álcool

Aos poucos, o personagem de Eri Johnson na novela Duas Caras, Zé da Feira, tenta largar a dependência do álcool. Apoiado pela família e pelos amigos, ele dá os primeiros passos em uma carreira artística, ao mesmo tempo em que procura livrar-se do alcoolismo que atrapalha o seu sucesso como cantor e como compositor.

A difícil batalha de Zé para livrar-se do álcool também é vivida por milhões de pessoas na vida real. A Organização Mundial da Saúde – OMS, estima que 17 milhões de brasileiros são dependentes das bebidas alcoólicas.

“Parar de beber é uma decisão difícil, que começa quando o alcoolista percebe as conseqüências da dependência que possui. Porém, mais do que começar o tratamento, complicada é a manutenção, é continuar sem beber. É difícil readaptar-se ao lazer, voltar a ter prazer no tempo livre sem precisar da bebida”, comenta o psicoterapeuta Luiz Paulo Paim.

O especialista acrescenta que, em casos como o de Zé da Feira, que convive com o ambiente da música, sempre com muito álcool rolando, é ainda mais difícil abandonar a dependência.

“Não que seja impossível, mas é mais complicado. No início do tratamento, recomenda-se que o alcoolista evite lugares, pessoas e situações que evoquem o prazer de beber.”

A família é fundamental

Os obstáculos são confirmados por Albano, integrante dos Alcoólicos Anônimos.

“No início, recomendamos que a pessoa evite os lugares que freqüentava para beber”, diz Albano.

Luiz Paulo Paim destaca outro aspecto da novela das oito que acontece na vida real: um dos maiores apoios que o alcoolista pode obter é da família.

“A família do alcoólico não deve ser tolerante com o seu vício. Se ele possuísse uma esposa submissa, que não reclamasse, tardaria muito a buscar auxílio. E, na maioria dos casos, quem busca ajuda primeiro é a família – explica Luiz Paulo.

Veja onde buscar ajuda

Portal Viva Voz da Secretaria Nacional Antidrogas
No portal, usuário do serviço recebe orientações e informações sobre a prevenção do uso indevido de drogas: 0800 – 510 – 0015
OBID Fonte: DIÁRIO GAÚCHO-RS