Maconha também pode levar à depressão

“Canabióides” é um termo utilizado para um número incontável de substâncias encontradas na maconha. Segundo uma publicação, feita pelo The Journal of Neuroscience, em outubro deste ano, o uso de produtos como os canabióides, podem provocar efeitos distintos sobre a depressão, dependendo da quantidade consumida.

Essa observação foi feita por pesquisadores da Universidade de McGill, Canadá, os quais testaram em ratos os efeitos de canabióides sintéticos, em pequenas doses. Posteriormente, esses animais foram colocados em um tanque com água e comparados a outros, que não receberam essas substâncias.

Surpreendentemente, os ratos que utilizaram canabióides nadaram muito mais, antes de desistir, em comparação aos ratos que não os usaram. Entretanto, quando altas doses de canabióides eram administradas, os ratos desistiam de nadar bem mais rapidamente, em comparação aos que não receberam canabióides.

Segundo os pesquisadores, a utilização de baixas doses de canabióides, provoca a liberação de serotonina, uma espécie de antidepressivo produzido pelo cérebro. Contudo, quando altas doses são administradas, a produção da serotonina diminui significativamente, como se, por um estímulo excessivo, todo o estoque de serotonina se esgotasse.

Para a pesquisadora Gabriella Gobbi, os canabióides sintéticos podem ser vistos como bons antidepressivos, mas não recomenda o uso da maconha no tratamento de sintomas depressivos. Ela alerta que se usada em dose inadequada, essa substância pode levar a graves problemas, como um agravamento da depressão e o surgimento de psicose.
OBID Fonte: Bibliomed