Direito dos fumantes em xeque

Nos meses de novembro e dezembro, a Secretaria de Saúde do Recife, em parceria com a ONG Aliança de Controle de Tabagismo no Brasil (ACTBR), realizou uma pesquisa sobre a qualidade do ar em estabelecimentos de entretenimento. Ao todo, 15 casas foram fiscalizadas, entre bares, restaurantes e boates. Na última segunda, a secretaria recebeu o resultado de nove desses estabelecimentos. O restante chega na próxima semana.

A pesquisa visou verificar a fumaça ambiental de tabaco (FAT). A FAT é a mistura de gases, vapores e partículas provenientes da queima do tabaco no ato de fumar. Ela é composta pela fumaça que sai da ponta do produto (cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, etc.) quando ele não está sendo tragado e pela fumaça exalada pelo fumante. Essa medição verificou ambientes que têm um bom nível de ar e outros que são extremamente nocivos, onde pessoas com problemas cardíacos ou respiratório, idosos e crianças não podem freqüentar. Na lista dos extremamente nocivos: Jardins, Downtown e a Fashion Club, a casa que teve maior pico de fumaça ambiental.

“O resultado é alarmante, porque a qualidade do ar está problemática. Além desse problema, em boates há o gelo seco, que é dióxido de carbono solidificado. Um ambiente como esse, com forte teor de FAT e ainda mais com gelo seco, potencializa o risco de doenças cardiovasculares”, destacou Maristela Menezes, da Secretaria de Saúde do Recife. “Há donos de estabelecimento que acreditam que têm um excelente equipamento de ventilação. Mas pesquisas mostram que, para se extinguir os males do cigarro, é preciso um equipamento que tenha a força de um tufão”, completou. (S.C.)
OBID Fonte: JORNAL DO COMMERCIO-PE