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Objeção a fumantes, mães e obesos cresce entre as empresas

São Paulo, 24 de Janeiro de 2008 – Os primeiros anos do milênio marcam a adoção de novos valores e conceitos pelas empresas em seus processos seletivos. O grau de objeção à contratação de fumantes, obesos e mães com filhos pequenos, por exemplo, aumentou sensivelmente em 2007, na comparação com os anos anteriores. A conclusão é da pesquisa A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros, realizada pelo Grupo Catho.

O levantamento, feito com mais de 12 mil profissionais ligados à seleção e ao recrutamento de executivos, também concluiu que, ao contrário das categorias já mencionadas, os profissionais mais experientes estão em alta no mercado. ´´As empresas têm encontrado dificuldades para atender às suas demandas de crescimento e, em muitos casos, os mais experientes são importantes também para a formação dos novos profissionais´´, afirma o consultor Rodrigo Portela, da Case Consulting, especializada no recrutamento de executivos.

O percentual de selecionadores que têm alguma objeção (pouca ou muita) à contratação de mulheres com filhos pequenos para cargos de gerência e supervisão aumentou de 45,99% em 2005 para 48,59% em 2007. Em 2001, o índice era de 42,07%.
A obesidade e o fumo também têm sido fatores determinantes para a desclassificação de candidatos em processos seletivos. No que se refere à contratação de presidentes e diretores, o grau de rejeição aos obesos saltou de 62,4% em 2001 para 68,37% em 2007. Já em relação aos fumantes, a objeção aos candidatos a gerências e supervisões pulou de 79,79% para 81,16% no período. ´´Em ambos os casos, as empresas temem que, por motivos de saúde, os profissionais acabem se afastando por longos períodos do trabalho´´, acredita Portela.

Sem dúvida, os profissionais mais valorizados na pesquisa foram aqueles com maior experiência. Em todas as faixas etárias pesquisadas, o índice de rejeição aos executivos com mais de 45 anos registrou enormes quedas. Na faixa de 45 a 49 anos, por exemplo, a objeção caiu de 83,56% (2001) para apenas 22,64% (2007) nas seleções para cargos de presidência. No mesmo período, a rejeição aos candidatos desta faixa etária para gerências e supervisões diminuiu de 79,64% para 30,78%. Apesar disso, a rejeição aos candidatos já aposentados aumentou. Para cargos de presidência, por exemplo, o índice subiu de 65,7% para 69,28%.

Os níveis de objeção a profissionais que estudam à noite se mantiveram estáveis. Já a rejeição aos executivos desempregados há mais de seis meses registrou queda. Para os candidatos à presidência ou direção, os índices caíram de 40% para 37,88%. Entre os aspirantes a vagas de supervisão e gerência, a redução foi de 37,4% para 33,68%.
Autor: Vida Executiva
OBID Fonte: Gazeta Mercantil-SP