Pneumologista alerta para risco de doenças

O professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e chefe do setor de pneumologia do Hospital da Polícia Militar de Pernambuco, Ricardo Bandeira, um dos mais respeitados pneumologistas do Estado, alerta que os fumantes passivos podem desenvolver graves doenças pulmonares. De acordo com ele, a mulher de um fumante, por exemplo, tem 30% a mais de chances de apresentar um câncer de pulmão.

“Há vários casos em que os fumantes passivos têm doença pulmonar obstrutiva crônica, que representa a destruição do tecido orgânico pulmonar por inalação de partículas estranhas. É uma doença tão agressiva quanto o câncer”, explica. De acordo com informações repassadas pelo médico, o paciente começa a apresentar falta de ar progressiva e pode culminar com o óbito.

Ricardo Bandeira explica que, tecnicamente, um não-fumante que se senta ao lado de uma pessoa que esteja fumando inala cerca de um terço da fumaça. “Claro que depende de vários fatores, inclusive da corrente de ar. Mas é certo que o fumante passivo pode ter todas as doenças de um fumante.” Segundo o médico, quem tem asma, por exemplo, não deve compartilhar um ambiente de pessoas que fumam. “Essa pessoa terá uma dificuldade imensa de compensar a asma”, informa.

Outro problema acontece com filhos de pais fumantes. “As estatísticas mostram que estas crianças têm mais chances de desenvolver problemas pulmonares.”

Ricardo Bandeira alerta que a nicotina é mais viciantes do que a cocaína. “Se escalonarmos, poderemos afirmar que a nicotina só perde para o crack. O cigarro tem mais de 4.700 substâncias. Hoje, não existe mais o glamour do cigarro. Fumar é brega”, diz.
Autor: Cidades
OBID Fonte: Jornal do Commercio-PE