OMS analisa controle do tabagismo no Brasil

Analistas da Organização Mundial da Saúde, OMS, estiveram nesta quinta-feira (21/2) no INCA para dar início a um plano de avaliação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, coordenado pelo Ministério da Saúde por meio do INCA. A partir de uma metodologia desenvolvida para esse fim, a OMS vai verificar a situação atual e a capacidade do país para avançar na implementação das medidas da Convenção Quadro para o Controle do Tabagismo. O Brasil será o primeiro país onde a OMS aplicará a metodologia.

Armando Peruga, assessor regional para o controle do tabaco da Organização Pan-americana da Saúde, explicou a escolha do país: “O Brasil apresenta ações em todas as áreas-chave para o controle do tabagismo, tais como economia, agricultura, educação e saúde, o que permitirá a avaliação do programa como um todo”. O assessor também destacou os avanços do programa brasileiro e o apoio do governo. “Este é um projeto de cooperação técnica, no qual esta parceria é fundamental”, ressaltou.

Serão analisados critérios como política de controle, recursos humanos envolvidos, parcerias firmadas, programas implantados e recursos econômicos aplicados. O plano de avaliação se divide em três grandes etapas – planejamento, execução e disseminação e acompanhamento – que durarão cerca de oito meses. No final, a Organização Mundial da Saúde entregará um relatório com o diagnóstico da situação atual e com recomendações para o avanço do programa. A OMS ainda oferecerá ao Brasil apoio técnico para pôr as medidas em prática.

“Este é um projeto importante para o Ministério da Saúde”, afirmou Tânia Cavalcanti, chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA. “É um momento de vontade política do governo. Por exemplo, é a primeira vez que o controle do tabagismo tem seus próprios recursos financeiros no Plano Plurianual do Ministério da Saúde. Também é prioridade do Programa Mais Saúde (PAC Saúde) que prevê, entre outras medidas, aperfeiçoar a legislação brasileira sobre fumo em ambientes fechados visando a atender as melhores práticas para a proteção de todos dos riscos do tabagismo passivo”, resumiu Tânia.
Autor: Inca – Instituto Nacional do Câncer
Fonte: Inca – Instituto Nacional do Câncer