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Eles fumam, elas comem

Um levantamento feito com 840 executivos cariocas mostrou que 68% deles se consideram estressados. Só que a válvula de escape varia de acordo com o sexo: enquanto as mulheres apelam para a comida na tentativa de aliviar a ansiedade e o cansaço, os homens recorrem ao cigarro. A maior novidade é que, seguindo a tendência feminina atual de ocupar posições e hábitos antes tipicamente masculinos, este quadro está se invertendo: as mulheres fumam cada vez mais, enquanto os homens estão tentando largar a dependência.

O índice de tabagismo é de 70% entre homens da amostra, mais que o dobro da prevalência feminina (30%). Mas quando se avalia o percentual de profissionais com peso elevado, elas são campeãs: 60% contra 40%.

– Embora os homens hoje fumem mais, vemos nas mulheres uma curva de adesão ao hábito ascendente, ao contrário deles. Os programas anti-tabagismo nas empresas têm maior participação do sexo masculino – explica o autor da pesquisa, Eduardo Duarte, do setor de Check-up do Centro de Medicina Nuclear da Guanabara. – Pela maior preocupação com a imagem, ela muda a dependência para o cigarro, que na maioria das vezes traz danos irreversíveis e mais agressivos.

O cardiologista lembra que recorrer ao fumo para amenizar o estresse gera um ciclo vicioso, já que suas substâncias contribuem para os hormônios causadores do mal.

O índice de sedentarismo entre os profissionais chega a 74%, e as taxas variam pouco entre os sexos. Segundo Duarte, elas são mais conscientes da importância do exercício, mas não conseguem administrar o tempo entre empresa, cursos de especialização e cuidados com o lar e a família.

O levantamento foi feito de julho a dezembro de 2007 com executivos de 23 a 76 anos. Dentre os analisados, 19% apresentaram intolerância à glicose e diabetes, 44% gorduras no sangue e 68%, hipertensão.

– A tendência ao diabetes é maior em homens com mais de 40 anos. As mulheres têm uma proteção hormonal e características genéticas mais favoráveis – explica Duarte. – O maior problema é que todas estas condições são fatores de risco para a doença cardíaca para ambos.
Autor: Editoria Ciência e Tecnologia
OBID Fonte: Jornal do Brasil – RJ