Dependência arriscada

Considerado como grande problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o hábito de fumar deve ser encarado como uma pandemia, responsável por 5 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Segundo a pesquisa divulgada ontem, a maior freqüência de adultos que fumam foi observada em Porto Alegre (21,7%) e a mais baixa em Salvador (11,5%). Em BH, o estudo registra que 15,6% dos moradores com idade acima de 18 anos fumam.

Professora de pneumologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenadora do serviço de pneumologia do Hospital das Clínicas, a médica Valéria Augusto considera os índices elevados. O tabagismo é reconhecido como fator de risco para todos os tipos de câncer. “É um vício. Muitas pessoas não conseguem deixar de fumar sem ajuda médica. A boa notícia é o aumento da busca por esse tipo de tratamento”.

Ela defende a intensificação das campanhas e reforço na legislação que limita o fumo em locais públicos. “É uma questão de saúde. Ao ser proibida de fumar nesse locais, a pessoa precisa entender que essa interdição vai fazer com que ela fume menos e, em conseqüência, diminuir os males provocados pelo cigarro”.

Autor: Editoria Gerais
OBID Fonte: O Estado de Minas-MG