COI anuncia controle antidoping mais rigoroso para Pequim

A Olimpíada terá regras mais rígidas para o controle antidoping. Reunidos em Pequim há dois dias para a discussão de diversos temas, integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) informaram que passarão a punir atletas também por posse de substâncias proibidas que constem na lista da Wada, a Agência Mundial Antidoping.

Apenas resultados positivos eram punidos pela Wada. “A posse de substâncias proibidas, incluindo narcóticos, agora será violação”, disse Giselle Davies, porta-voz do COI.

O COI também anunciou o aumento do número de controles feitos de surpresa – representantes podem aparecer a qualquer hora, fora dos horários de competições, e colher amostras – a partir do dia 27 de julho, no momento em que for aberta a Vila Olímpica de Pequim e até o fim dos Jogos, de 8 a 24 de agosto. Davies disse que os atletas podem ser testados sem nenhum aviso prévio e que isso faz parte das ações que visam a castigar os dopados.

O anúncio é de que 4.500 testes serão feitos em Pequim – 900 a mais que em Atenas -, a maioria a partir de amostras de urina. Alguns exames, de sangue, vão testar uso do hormônio de crescimento THG.

CASO MARION JONES

Seis atletas americanas também vão pagar pelo doping de Marion Jones, usuária confessa de doping. O COI anunciou ontem que vai tirar as medalhas de ouro do revezamento 4 x 400 m e de bronze do 4 x 100 m, conquistadas na Olimpíada de Sydney, por causa da presença de Jones nas equipes. Assim, perdem as medalhas: Latasha Colander, Monique Hennagan e Jearl Miles (4 x 400 m), Torri Edwards, Chryste Gaines e Nanceen Perry ( 4 x 100 m).

Autor: Editoria Esportes
OBID Fonte: O Estado de S. Paulo – SP