Apenas 9% dos fumantes são tratados por médicos

Apenas 9% dos pacientes fumantes são efetivamente tratados por seus médicos, embora 41% desses profissionais afirmem abordar e tratar essas pessoas. É o que apontam duas das maiores avaliações globais sobre a relação médico e paciente fumante: Smoking: The Opinion of Physican (STOP) e Smoking Understanding People’s Perceptions, Opinions and Reactions to Tobacco (Support). A situação é preocupante, pois o cigarro é um dos principais causadores de morte por infarto e câncer.

Quando se comparam as principais causas de morte, observa-se que o risco de óbito é de 1 em 5 milhões para acidentes aéreos, de 1 em 6 mil para acidentes automobilísticos e de 1 em 2 para o tabagismo, ou seja, um em cada dois fumantes morre precocemente em conseqüência direta do consumo do tabaco.

Diante desse quadro, o vício do cigarro deve ser combatido por médicos e pacientes, é o que recomenda o cardiologista José Bonifácio Barbosa. Ele ressalta que os médicos, independente da especialidade, devem tratar a doença tabagismo, que está, inclusive, registrada no código de identificação de doenças, com a sigla CID 10-Z 72.0.

“Quando o médico diz que o paciente tem que parar de fumar e oferece algum tratamento, ele escuta, pois respeita a sua opinião. Falta aos colegas não apenas orientar seus pacientes mas, sim, tratá-los. Por ser cardiologista, sei o perigo que o cigarro representa, pois 88% das pessoas de 40 a 45 anos que sofrem infarto são fumantes”, afirmou.

Muitos médicos acreditam que tratar o paciente tabagista toma muito tempo da consulta, porém, com os novos medicamentos de eficácia comprovada, este tempo considerado desperdiçado tem-se reduzido e garantido sucesso terapêutico e melhora na qualidade de vida do paciente. “É fato que parar de fumar é difícil, mas há uma medicação que tem ajudado muitas pessoas a vencerem o vício, o Champix, à base de tartarato de vareniclina, que age inibindo a ação da nicotina no paciente, além de provocar repulsa pelo cigarro”, revelou.

O tratamento à base de Champix, tartarato de vareniclina, tem sido até quatro vezes mais eficaz que outros disponíveis no mercado, como a bupropiona ou adesivos de nicotina.

Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: O Estado do Maranhão – MA