Governo vai passar a monitorar medicamentos

A partir de julho do ano que vem, todo remédio vai ser rastreado. A Anvisa estuda a melhor forma de armazenar dados sobre os produtos. A medida deve evitar roubos. Da indústria às mãos do consumidor, os remédios percorrem um longo caminho e nem sempre chegam ao destino. Ladrões roubam cargas. Falsificadores alteram a fórmula.

O medicamento perde o efeito e até prejudica o paciente, mas, a partir de julho de 2009, todas as embalagens devem ser rastreadas. As caixinhas serão controladas e ligadas diretamente a um computador central, que vai vigiar a movimentação 24 horas por dia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária conversou durante dois meses com médicos, farmacêuticos, consumidores, fabricantes e distribuidores. Recebeu 57 sugestões de novas tecnologias para controlar o percurso dos produtos.

Agora, começa uma nova etapa: audiências públicas para decidir qual é o sistema mais barato e prático, capaz de garantir que o remédio é seguro. O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, disse que há muitas opções. Por exemplo, uma tinta especial que só aparece na leitora do caixa se o medicamento for autêntico ou um código de pontos, que identifica cada unidade do produto. O consumidor acha bom, mas teme ter que pagar mais caro.

Muito caro

“Eu acho que o remédio já está muito caro, eu acho que podia fazer esse rastreamento, eu acho muito bom que seja feito esse processo, mas sem onerar pro consumidor”, diz Ana Ribeiro, assessora de comunicação.

Segundo a Anvisa, a indústria não tem desculpa para aumentar os preços. Vai gastar menos com o seguro para transportar os remédios. “A indústria deve em princípio arcar com esses custos, até porque haverá substituição de custos com os quais, hoje ela arca e, portanto vai ser uma mera substituição de tecnologias”, diz Dirceu Raposo de Mello, diretor-presidente da Anvisa.

As informações são do Jornal Hoje.

Autor: A Tribuna Online
OBID Fonte: A Tribuna Online