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UFU cria normas internas para atendimento a pessoas com problemas relacionados ao uso, abuso e dependência de álcool e drogas

A Pró-Reitoria de Recursos Humanos da Universidade Federal de Uberlândia (Proreh/UFU) formalizou, por meio de portaria, os mecanismos de abordagem e encaminhamento de servidores com problemas relacionados ao uso, abuso e dependência de álcool e drogas. “Essas normas representam uma conquista histórica para a equipe da Oficina da Vida e também para a comunidade universitária”, observa a terapeuta em dependência química Raquel Sandra da Silva.

Segundo a terapeuta, antes o problema era detectado, mas não existia um encaminhamento oficial para o fato, o que intimidava a chefia e até mesmo o servidor dependente a procurar apoio na Oficina da Vida. “A partir de agora, as ações serão realizadas formalmente e em parceria entre a chefia e a área de saúde do trabalhador, com o objetivo de resgatar o valor pela vida, de tirar o servidor de um projeto de morte”, diz Silva.

Ela conta que a Oficina da Vida, conhecida também como Setor de Atenção às Compulsões, funciona desde julho de 95, e que o setor já assistiu a vários relatos de sucesso, em que o servidor teve recuperação e que hoje contribui de forma voluntária com a área.

“Teve um caso muito interessante em que uma servidora nos ligou contando que o seu esposo, também funcionário da UFU, estava sempre embriagado, e que o quadro persistia desde cedo até o anoitecer, e que ela não agüentava mais, ela pedia socorro mesmo. E nós (Oficina da Vida) nos propomos a ir a casa dela. Chegando lá, por volta das 8 horas, me deparei com os dois no portão da casa, ela insistia para ele ficar e ele já alcoolizado recusava. Me aproximei e disse: vim aqui para lhe ajudar e a gente vai te tirar desse quadro. Ele me abraçou, chorou muito, e aceitou a mudança de vida proposta. Seguiu o tratamento e hoje ele está recuperado, e até contribui com o trabalho de outros pacientes”, lembra.

Em contrapartida, o setor convive também com um quadro que chama a atenção pelo fato da resistência ao tratamento por parte dos pacientes. “Presenciamos a morte prematura de vários servidores que se recusaram a tratar-se e permaneceram no uso de drogas”.

Outra novidade da portaria de número 834, sancionada pelo Pró-Reitor de Recursos Humanos Guilherme Gregório, é que o diagnóstico e o acompanhamento serão feitos a partir do ato da admissão do servidor. “A Universidade vai oferecer todas as condições necessárias para reintegrar o servidor ao seu ambiente de trabalho, familiar e social”, completa a terapeuta.

Mais informações com Raquel Sandra da Silva, pelos telefones 3218-2536 e 9173.1228.

Autor: Universidade Federal de Uberlândia
OBID Fonte: Universidade Federal de Uberlândia