Sobre os Centros de Atenção Psicossocial

Os Caps 1, 2 e 3 destinam-se a pacientes com transtornos mentais severos e persistentes, nos quais o uso de álcool e outras drogas é secundário à condição clínica de transtorno mental. Para pacientes cujo principal problema é o uso prejudicial de álcool e outras drogas passaram a existir, a partir de 2002, os Caps ad.

Os Caps ad oferecem atendimento diário a pacientes que fazem um uso prejudicial de álcool e outras drogas, permitindo o planejamento terapêutico dentro de uma perspectiva individualizada de evolução contínua.

Os Caps ad desenvolvem atividades que vão desde o atendimento individual (medicamentoso, de orientação entre outros) até os grupais, oficinas terapêuticas e visitas domiciliares. Devem oferecer condições para o repouso, bem como para a desintoxicação ambulatorial de pacientes que necessitem desse tipo de cuidados e que não demandem por atenção clínica hospitalar. O Caps ad de Palmeira dos Índios é o primeiro a ser criado no Estado e o único habilitado pelo Ministério da Saúde, até agora. A cidade de Maceió possui 1 Caps ad.

A reforma psiquiátrica consiste no progressivo deslocamento do centro do cuidado para fora do hospital, em direção à comunidade, e os Caps são os dispositivos estratégicos desse movimento.

É a rede básica de saúde o lugar privilegiado de construção de uma nova lógica de atendimento e de relação com os transtornos mentais. Os Caps devem buscar uma integração permanente com as equipes do PSF em seu território, para tanto, estão sendo criado os Nafs –Núcleo de Atenção à Saúde da Família (que inclui o psicólogo) – para acompanhamento, capacitação e o apoio para o trabalho dessas equipes no cuidado das pessoas com transtornos mentais. É salutar o envolvimento dos demais setores pertencentes à própria administração pública no combate ao uso e abuso de álcool e outras drogas e na sua reabilitação psicossocial, uma vez que o usuário pertence à comunidade e faz parte dos demais segmentos sociais, atuando e construindo sua própria identidade numa troca contínua com o meio em que vive. A própria comunidade deve assumir um papel ativo nesta luta no combate às drogas, se envolvendo e não discriminado os dependentes químicos.

A prevenção, o tratamento, a redução de danos, e a reabilitação destes usuários se fazem dentro e além da estrutura terapêutica dos Caps ad.Os recursos financeiros vêm do governo federal e conta com a participação do município. A questão da droga é uma questão de saúde pública, todos nós somos responsáveis, direta ou indiretamente.

(*) É psicóloga clínica (suzymauricio@hotmail.com). OPINIÃO |

Autor: Suzy Maurício
OBID Fonte: Gazeta de Alagoas-AL