INCOR, 15 anos de combate ao fumo

Sábado é o Dia Mundial de Combate ao Tabaco e o Instituto do Coração (Incor) promove, nesta semana, extensa programação para marcar seus 15 anos de luta contra o tabagismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil dez pessoas morrem a cada hora por doenças relacionadas ao cigarro. A nicotina age no sistema nervoso central e leva cerca de nove segundos para chegar ao cérebro. O tabagismo é classificado no Código Internacional de Doenças (CID-10) e faz parte do grupo de transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substância psicoativa.

No passado, fumar foi sinônimo de glamour, um estilo de vida para muitos. Mas há tempos o tabagismo foi desmascarado pela medicina, apontado como causador de doenças graves como enfisema pulmonar e câncer.

Hoje, há campanhas para inibir o fumo e leis que intimidam o fumante em restaurantes, bares e cinemas. Também os processos judiciais contra a indústria de cigarro são mais corriqueiros.

“Os movimentos contra o tabagismo ajudam e muito”, enfatiza Jaqueline Issa, cardiologista do Incor e coordenadora do evento. “O Brasil é pioneiro na luta conta o tabagismo, as imagens ilustrativas nas embalagens de cigarro servem para alertar e intimidar não só o fumante, como toda a sociedade.”O tabagismo necessita de acompanhamento clínico para ser interrompido. Quando mais precoce o tratamento, mais chance de o organismo se regenerar.

Primeiramente, são avaliados grau de dependência, medicações anteriores, se o consumo é compulsivo, número de cigarros/dia, etc. Jaqueline Issa acrescenta ser necessário o acompanhamento psicológico. “O cérebro está acostumado à ingestão de nicotina no organismo. O uso de medicamentos é um grande facilitador no tratamento, além do esforço do paciente para conter o vício.”

A primeira tragada costuma ser na adolescência – 95% das pessoas que começaram a fumar, o fizeram antes dos 24 anos. A venda de cigarro é livre em lojas de conveniência, bares, lanchonetes, padarias, todos lugares de fácil acesso do público jovem.

O evento, em parceria com a Pfizer, é aberto ao público e contará com a realização de exames de concentração de monóxido de carbono e prova de função pulmonar em fumantes e não-fumantes. De terça a quinta-feira será apresentada a boneca fumante Altina (fusão de alcatrão e nicotina), criada para demonstrar os malefícios do cigarro. Mais informações pelo tel.: (11) 3069-5000.

Autor: Márcia Maria da Silva
OBID Fonte: Gazeta Mercantil – SP