fbpx

Cidade comemora Semana da Luta Antimanicomial com filme

Marília promove hoje uma exibição de vídeo para comemorar a Semana da Luta Antimanicomial. O filme “O Bicho de Sete Cabeças” será apresentado às 19h30, no anfiteatro da reitoria da Unimar (Universidade de Marília). A entrada é franca. Na seqüência, profissionais que atuam na saúde mental farão comentários a respeito da produção.

As debatedoras serão Gisele dos Santos Demarchi, psicóloga, psicoterapeuta psicanalítica, membro da Comissão de Cultura e membro do Núcleo de Psicanálise de Marília e Região; e Rosa Maria Batista Dantas, psiquiatra, psicanalista e docente da Famema (Faculdade de Medicina de Marília), além de coordenadora da Comissão de Cultura e Membro do Núcleo de Psicanálise de Marília e Região.

Segundo a sinopse do filme, Seu Wilson (Othon Bastos) e seu filho Neto (Rodrigo Santoro) possuem um relacionamento difícil, com um vazio entre eles aumentando cada vez mais. Seu Wilson despreza o mundo de Neto e este não suporta a presença do pai.

A situação entre os dois atinge seu limite e Neto – que é usuário de drogas e não tem problemas mentais – é enviado para um manicômio, onde terá que suportar as agruras de um sistema que lentamente vai lhe ocasionando seqüelas.

Na entrada do anfiteatro da Unimar haverá exposição de trabalhos produzidos pelos usuários do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de Marília.

As atividades são produto da parceria ente o CRP (Conselho Regional de Psicologia) de Assis, programa municipal de saúde mental, Núcleo de Psicanálise de Marília e Região e Unimar.

Segundo Simone Alves Cotrin Moreira, coordenadora do programa municipal de saúde mental, o objetivo da atividade será de repensar sobre o atendimento aos portadores de transtornos mentais.

“A política nacional de saúde mental preconiza que o atendimento deve ser feito em serviços extra-hospitalares, como o Caps”, diz. O Caps de Marília atende hoje 80 pacientes.

Ela considera que a desativação de leitos psiquiátricos vem ocorrendo de forma lenta.

O Ministério da Saúde desenvolve o Programa De Volta para Casa, que visa estimular as famílias a receberem o paciente de volta que esteja há mais de dois anos internado em hospital psiquiátrico. O paciente recebe bolsa vitalícia no valor de R$ 240. Um familiar tem que ser responsável.

“Nem esse recurso tem motivado os familiares a receber o paciente que, na maioria das vezes, apresenta perdas sociais, cognitivas e emocionais e acaba sendo considerado um ‘peso’ para a família”, disse a coordenadora.

Autor: Ricardo Prado
OBID Fonte: Diário – Marília – SP