AA completa 73 anos

Presentes em 190 países, os grupos de Alcoólicos Anônimos estão de aniversário hoje. Participar é uma decisão pessoal que pode livrar o alcoolista da dependência.

Para muitos, a cervejinha do final de semana é sinônimo de descontração. Mas, para outros, o álcool é o causador de uma doença incurável.

Há 73 anos, alcoólatras do mundo todo contam com o apoio uns dos outros para lutar contra a dependência. Os grupos de Alcoólicos Anônimos (AA) trocam experiências em reuniões e estão em 190 países. Ao todo, são 106 mil grupos em atividade.

No Brasil, 1947 foi a data dos primeiros encontros e, no Rio Grande do Sul, o AA trabalha desde 1970.

– O alcoolismo é a doença da negação. A pessoa diz que bebe com o seu dinheiro, que pára quando quer. Mas ela não só destrói a vida pessoal como as relações com a família e o trabalho – diz Albano, 64 anos, diretor administrativo do escritório de AA do Rio Grande do Sul.

Duas horas para dividir percepções

Tratados apenas pelo primeiro nome, os alcoolistas se encontram todas as semanas. Por duas horas, dividem suas angústias e dicas sobre como manter-se livre da bebida. A participação é gratuita e por tempo indeterminado.

– A única exigência que existe para participar é o desejo de querer parar. Esta é uma decisão que deve ser tomada pela pessoa – diz Albano.

Como tudo começou

O AA iniciou em Ohio, nos Estados Unidos. Bill, um corretor da Bolsa de Valores de Nova York, sóbrio por seis meses, sentiu compulsão pela bebida durante uma viagem. Ele encontrou Bob, um cirurgião também alcoólatra.

A conversa, em maio de 1935, durou seis horas. Eles trocaram experiências e não sentiram vontade de beber. O segundo papo foi em 10 de junho do mesmo ano, e a data virou a da fundação do primeiro grupo de AA no mundo.
Autor: Roberta Schuler
OBID Fonte: Diário Gaúcho – RS