Dependentes de drogas receberão tratamento

Iniciativa lançada ontem oferecerá serviço aos pacientes nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Programa se dividirá em trabalho preventivo e atendimento clínico.

Capacidade: Programa lançado ontem 10 de junho, pelo secretário Daniel Campos poderá atender até 200 dependentes de álcool e drogas.

O prefeito Junji Abe (PSDB) e o secretário de Saúde, Daniel de Freitas Souza Campos, lançaram ontem o Programa Municipal de Prevenção e Combate às Dependências Químicas. A iniciativa é inédita no município e terá capacidade para atender até 200 dependentes de álcool, medicamentos e drogas ilícitas.

O serviço será oferecido a partir das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), do Centro de Saúde do Jardim Santista e pelas entidades Projeto Vida e Comunidade Nossa Senhora da Rosa Mística, que já recebem subvenção de R$ 105 mil anuais da administração para prestar atendimento.

O secretário explicou que o programa prevê duas ações: “Vamos desenvolver um trabalho preventivo, com a realização de palestras, distribuição de folhetos e busca ativa de potenciais dependentes, com aplicação de testes em empresas e associações em entidades da sociedade civil. Essa ação também será desenvolvida em pontos festivos e de grande aglomeração de pessoas”.

Campos observou que, num primeiro momento, as escolas estaduais não serão visitadas: “Em relação aos adolescentes, menores de idade, qualquer abordagem em relação ao consumo de drogas será feita mediante a autorização dos pais”.

O atendimento clínico será a segunda etapa: “Psiquiatras e psicólogos vão oferecer atendimento aos pacientes e também aos familiares. Vamos fornecer medicamentos para tratamento dos pacientes conforme prescrição médica. Os casos de internação serão encaminhados ao Hospital Luzia de Pinho Melo e às entidades parceiras”, informou o secretário.

Campos reforçou que a adesão será por encaminhamento, após avaliação por clínico geral nos postos de saúde e no CS I, do Jardim Santista: “Três psiquiatras, cinco psicólogos e dois assistentes sociais da rede municipal vão iniciar o projeto”.

Demanda
Junji e o secretário disseram que será necessário primeiro avaliar a demanda de pacientes e qual será o percentual de casos que exigirá internações: “Em seguida, vamos verificar a necessidade de ampliar os recursos destinados ao programa”, argumentou Campos. Atualmente, os R$ 105 mil repassados às duas entidades garantem o atendimento de 30 pacientes em média por mês. No entanto, a procura pelo serviço deverá aumentar.

Aumento
A coordenadora do Projeto Vida, Dalva Pavia, que participou do lançamento do programa na Prefeitura, disse que cerca de 140 pessoas, em média, fazem cadastro para conseguir ajuda na entidade, que fica no Socorro: “A demanda é crescente e o uso de drogas ilegais, principalmente entre os jovens, tem aumentado nos últimos anos”, apontou.
Autor: Michel Meusburger/Bras Santos
OBID Fonte: Mogi News – SP