fbpx

Medicamentos podem causar doenças

Medicamentos usados para induzir o sono e promover o emagrecimento podem causar dependência física e psicológica. Pior do que isso: o uso equivocado dessas substâncias, mesmo quando prescritas por médicos, é capaz de produzir efeitos colaterais perigosos como demência e psicose.

Geralmente, os dependentes dos medicamentos começaram a tomá-los por razões médicas. A própria dosagem indicada, durante longos períodos de tratamento, também é capaz de causar o vício. Situação que fica ainda pior quando o paciente decide se automedicar ou prolongar o tratamento sem a aprovação de um profissional.

“As pessoas acreditam que, por se tratar de droga legalizada, estão livres do vício, mas é a mesma situação das drogas ilegais”, disse a diretora da Faculdade de Farmácia da PUCRS, Flávia Valladão Thiesen.

Segundo especialistas, é necessário que a população solicite ajuda do farmacêutico sobre os procedimentos a serem tomados. “Muitas vezes, o paciente não consegue interpretar a receita ou não entende a letra do médico”, explicou o diretor do Sindicato dos Farmacêuticos e funcionário do Hospital de Clínicas, Josué Schostack.

As mulheres são as principais consumidoras de benzodiazepinas (tranquilizantes indutores de sono) e de remédios para emagrecer. A procura por esse tipo de medicamento é tanta que alguns pacientes chegam a mudar de médico se ele não liberar a receita.

Nem a prescrição chega a ser problema para quem pretende se automedicar. “Infelizmente, é possível conseguir medicamentos sem prescrição no Brasil”, disse Schostack. Além da dependência física (insônia e agitação no caso de abstinência), essas substâncias podem causar problemas, como perda de memória em idosos e até psicose, no caso de anfetaminas.

“A família precisa estar atenta para não confundir demência com efeitos colaterais”, avisou. Após duas semanas de uso contínuo, o organismo passa a sentir os efeitos da dependência e há necessidade de aumentar a dose.

“O índice de pacientes internados por intoxicação de medicamentos chega a 8%. É preciso usá-los de maneira racional e adequada”, alertou Schostack.
Autor: Correio do Povo – RS
OBID Fonte: Correio do Povo – RS