Lei seca reduz operações de resgate de urgência

O Ministério da Saúde já recebeu informações de 14 unidades do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que mostram uma redução média de 24% nas operações de resgate desde a entrada em vigor da lei que aumenta punições a motoristas que dirigem depois de consumir bebidas alcoólicas.

Essas 14 unidades, que cobrem uma população de 25,3 milhões de pessoas, foram as primeiras a enviar os dados ao ministério, que iniciou um levantamento junto a todos os 144 SAMUs do país para medir a eficácia da nova lei na redução dos acidentes de trânsito.

Os dados se referem ao período de 20 de junho, quando a lei entrou em vigor, a 10 de julho. A maior queda dos resgates, de 47%, foi registrada pelo SAMU que opera na região de Niterói (RJ), onde vive 1,8 milhão de pessoas. O SAMU de Brasília, que cobre uma população de 2,5 milhões de habitantes, teve a segunda maior redução, de 40%. Em terceiro, com 35% de queda, vem o SAMU de Porto Alegre (RS), que atende a 1,4 milhão de pessoas.

Os acidentes de trânsito têm um peso significativo nos atendimentos do SAMU. Em Brasília, por exemplo, 45% dos resgates são para atendimento a ocorrências de trauma, das quais 60% estão relacionadas a acidentes de trânsito. Dessa forma, a Coordenação-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde avalia que a nova legislação trouxe um ganho operacional para o serviço. Com a redução dos acidentes, o SAMU poderá agilizar os atendimentos a ocorrências de outras naturezas, como casos de mal súbito, intoxicação, parto e queimadura.
As 144 unidades do SAMU estão implantadas em 1.150 municípios, incluindo todas as capitais brasileiras.

A população coberta pelo serviço é de 101 milhões de pessoas. As atribuições do SAMU vão além das operações de resgate, como mostra o recém-iniciado levantamento sobre o impacto da chamada lei seca na violência do trânsito. Neste caso, o SAMU funciona como um termômetro da situação.

O SAMU, em função da capilaridade e atribuições, exerce a função de observatório das urgências no país, sendo que as informações obtidas na Rede Nacional 192 exercem papel decisivo no planejamento e gestão do atendimento pré-hospitalar. Está em fase de implantação um banco de dados nacional da Coordenação-Geral de Urgência e Emergência, simultaneamente à reestruturação do sistema informatizado de Regulação Médica.

O objetivo é unificar os boletins de atendimento, a fim de que se tenha, cada vez mais, a possibilidade de fornecer ao país as informações precisas a respeito do retorno em relação a diversas questões, como a repercussão da lei seca.

O retorno que o SAMU traz para a sociedade vai muito além da intervenção no atendimento propriamente dito, uma vez que se trabalha o conceito de prevenção aos agravos. Tal abordagem faz parte de uma estratégia promocional, como um dos pilares da Política Nacional de Atenção às Urgências, objetivando primar pela qualidade de vida. Veja a tabela abaixo com a redução das operações de resgates de 14 unidades do SAMU:

MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO ESPECIALIZADA
COORDENAÇÃO GERAL DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
REDE NACIONAL SAMU 192

IBGE -ESTIMADA 2007 EM 01/04/07
REDUÇÃO DOS SOCORROS DO SAMU EM FUNÇÃO DA LEI SECA

1- Manaus-AM – Municipal 1.612.475 – 20%
2- Salvador-BA – Regional 3.089.889 – 15%
3- Brasília- DF -Municipal 2.455.903 – 40%
4- Vitória-ES – Regional 1.624.760 – 9%
5- Metropolitano de Goiânia-GO – Regional 1.967.532 -28%
6- João Pessoa-PB -Regional 1.013.813 – 30%
7- Curitiba-PR -Regional 2.158.854 -20%
8- Niteroi – Metropolitano II -RJ Regional 1.857.513 -47%
9- Nova Iguaçú – Metropolitano I – RJ -Regional -3.571.096 -4%
10- Porto Alegre-RS -Municipal 1.420.667 -35%
11- Joinville – Região Nordeste -SC -Regional -1.150.281 -30%
12- SES – Sergipe-SE Regional – 1.258.530 – 14%
13- Campinas-SP – Municipal 1.039.297 -13,40%
14- Ribeirão Preto -SP -Regional 1.185.741 – 13,40%

MÉDIA 24%

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Autor: Portal do Governo Brasileiro
OBID Fonte: Governo Federal