Dependentes de drogas têm ajuda da prefeitura

A Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) já retirou 106 dependentes de drogas das ruas da Capital desde fevereiro de 2007, quando iniciou o projeto que encaminha as pessoas para tratamento em fazendas terapêuticas da região Metropolitana. Nesses locais, os dependentes químicos permanecem de nove a 12 meses.

O tratamento é baseado num tripé terapêutico que envolve espiritualidade, trabalho e disciplina. Atualmente, há 23 pessoas em tratamento, distribuídas nas comunidades terapêuticas Vida Plena (Parobé), Pacto e Novos Rumos (Viamão), Cred Cara Limpa (Arroio dos Ratos) e Marta e Maria, só para mulheres (Porto Alegre). Depois de avaliação, os dependentes são encaminhados às fazendas pela Fasc e pelo Programa de Redução de Danos, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O projeto da Fasc é coordenado pelo químico José Vicente Lima Robaina, que toma posse hoje como vice-presidente do Conselho Municipal de Entorpecentes.

No começo do mês, ele apresentou os resultados da ação no 1º Congresso da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas, em São Paulo. “Também recebemos demandas originárias dos Centros Regionais de Assistência Social da Fasc”, afirmou. As pessoas em tratamento ficam responsáveis por todas as tarefas domésticas, na horta, ordenha de vacas e produção de pães. A reinserção na sociedade é acompanhada por técnicos da Fasc.

Nas fazendas terapêuticas, as pessoas em tratamento fazem todas as tarefas.
Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: Correio do Povo – RS