Fumante tem pele mais enrugada e acinzentada do que não fumante

Para celebrar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto de 2008, a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza a campanha “Pare de fumar ou sinta na pele”, com o objetivo de esclarecer a população sobre o fumo e suas conseqüências na pele. O tabagismo é um dos maiores problemas de saúde, principalmente, nos países ocidentais. Está relacionado a muitas doenças crônicas, tais como pulmonares, cardiovasculares e alterações da pele. Estudos mostram que as fibras elásticas da pele são afetadas em 100% dos pacientes fumantes. No estudo foi observado que os fumantes têm rugas mais pronunciadas do que as dos não fumantes, 90% e 52%, respectivamente, o que é condizente com a literatura.

Segundo o coordenador da campanha dr. Marcus Maia, a pele do fumante fica mais envelhecida porque sofre liberação de radicais livres que causam danos à pele. “A expressão clínica das alterações cutâneas causadas pelo tabagismo foi evidenciada por vários trabalhos. A face do tabagista é definida por aparência acinzentada da pele, com rugas, vincos, linhas nos cantos dos olhos, ao redor dos lábios, numerosas linhas superficiais nas bochechas e região mandibular, proeminência óssea, aprofundamento das bochechas e atrofia da pele”, explica. Além disso, fumar causa mais alterações na face do que os efeitos do sol excessivo.
O objetivo do estudo realizado pela Santa Casa de São Paulo foi testar a hipótese de uma associação temporal entre o grau de alterações da pele – “faces de tabagismo” – e a intensidade da doença pulmonar (enfisema). O estudo confirmou que o tabagismo foi fator de risco independente para presença de alterações características na pele. De acordo com os resultados, houve correlação direta entre o grau de obstrução pulmonar e as alterações na pele.

“Atualmente, com a importância cada vez maior que o corpo e a beleza exercem sobre a sociedade, esse fato pode contribuir na luta mundial de combate ao tabagismo. Além disso, especula-se que a pele poderia ser marcador clínico para um futuro desenvolvimento de DPOC (enfisema)”, afirma o dr. Marcus Maia.
Autor: Últimas Notícias
OBID Fonte: ABEAD