Tratamento deve olhar lado emocional

Curitiba – O terapeuta Jorge Ramalho diz que o tratamento contra o fumo pode ser realizado de formas diferentes – existem vertentes distintas. Mas é enfático: o ponto principal de um tratamento é a pessoa querer parar de fumar realmente. Além disso, cada um merece um tratamento individual. “São pessoas diferentes, que merecem tratamentos individuais”, diz. Outro fator importante é lançar um olhar para o lado emocional do fumante. Um pergunta a ser feita é “por que você fuma?”. “O cigarro funciona como uma bengala em que as pessoas se apóiam. Muitas param de fumar e mudam para outra bengala. Passam a comer mais, ficam agressivas”, diz.

Para evitar a transformação emocional, o terapeuta diz que além do trabalho de acompanhamento psicológico utiliza técnicas como a acupuntura, essências florais e ervas medicinais. Esses métodos ajudam o fumante a se desvencilhar do vício e ainda purificam o corpo. O período de tratamento varia de pessoa para pessoa – independente do tempo em que se é fumante.

De todas as mortes no mundo, as causadas pelo cigarro lideram a lista das chamadas mortes evitáveis. Estima-se que o mundo tenha 1,1 bilhão de fumantes. O cigarro causa 4 milhões de mortes ao ano. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10 pessoas morrem por hora vítimas de doenças relacionadas ao cigarro. Pesquisas apontam também que, a cada dia, sete morrem no País vítimas do fumo passivo. Para transformar essa realidade e conscientizar o maior número de fumantes e não-fumantes, o governo brasileiro criou, em 1986, a Lei Federal número 7488. A lei instituiu o dia 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo. (T.A.)
Autor: Editoria Cidades
OBID Fonte: Folha de Londrina – PR