Saúde em SP economiza R$ 11 milhões após implantação da ´lei seca´

O sistema de Saúde no estado de São Paulo economizou R$ 11 milhões após a implantação da “lei seca”, que completou três meses de vigência no país no dia 19 de setembro. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (27) pelo coordenador estadual de Saúde de São Paulo, Ricardo Tardelli.

Segundo Tardelli, a economia se deve a 10.700 pacientes que deixaram de ser atendidos nesse período na rede pública estadual de saúde devido, principalmente, a fraturas ósseas e traumatismos cranianos que geram internação em UTIs ou atendimentos prolongados. “Isso é muito importante. Seria suficiente para manter um hospital inteiro só com essa economia”, disse.

Para o major Ricardo Fernandes, que comanda o Batalhão de Trânsito da capital paulista, a fiscalização de combate aos motoristas alcoolizados está aumentando e até o final de outubro, os policiais devem receber mais 102 bafômetros para serem usados na cidade. Ele afirma que o grande objetivo da Polícia Militar é a taxa de mortes por cem mil habitantes. “Estamos na faixa de 13 e o objetivo é chegarmos ao fim do ano com a faixa de dez mortes por cem mil habitantes”, falou.

Fernandes afirmou que a busca da polícia é pela mudança de comportamento do motorista. “Nós não esperamos que as pessoas parem de beber neste momento ou então quando vêem uma fiscalização policial e, sim, que a pessoa mude de comportamento”, afirmou.

Ainda de acordo com o policial, as conseqüências tendem a piorar para os motoristas que insistem em beber e pegar o volante. “Hoje nós estamos nas regiões de bares em São Paulo, mas vamos ampliar nossas visitas para a periferia, para as pequenas regiões de bares. Estamos fiscalizando cada vez mais.”

Pouco antes de a lei completar três meses, o Detran havia informado que 110 motoristas passaram a correr o risco de perder a habilitação na capital paulista. O balanço foi fechado em 30 de agosto. Segundo o Detran, essas habilitações estão em procedimento de suspensão, uma vez que os motoristas podem entrar com recurso. Balanço da PM mostrou que, até o dia 7 de setembro, 174 motoristas foram detidos por embriaguez na capital.

Leia seca

A Lei 11.705/2008 considerada uma das mais rígidas do mundo, prevê que o motorista flagrado com nível de álcool acima de 2 decigramas por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido dos pulmões, receberá multa de R$ 957,70 e perderá a habilitação. Caso o motorista seja flagrado dirigindo com 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,3 miligrama por litro de ar expelido – equivalente a dois chopes – responderá criminalmente. O motorista ficará sujeito a uma pena de 6 meses a 3 anos de prisão, com direito a pagar fiança.
Autor: G1
OBID Fonte: G1