Mulheres fumantes têm mais risco de se tornarem depressivas

Uma pesquisa, publicada no Jornal Britânico da Psiquiatria, revelou que as viciadas em cigarro têm mais probabilidade de desencadearem o problema, além de outras doenças mentais.

A ligação entre depressão e mulheres fumantes foi o resultado de um estudo (que durou cerca de uma década) feito pelos pesquisadores da Universidade de Melbourne e Barwon Health, na Austrália.

A pesquisa, publicada no Jornal Britânico da Psiquiatria, envolveu 1043 australianas, cada uma delas foram monitoradas durante uma década. Passando os dez anos, todas as participantes fizeram um exame psiquiátrico. A partir do teste os estudiosos foram capazes de determinar se a depressão tinha desenvolvido e se havia alguma relação com fumo.

Os resultados foram comparados com mulheres não-fumantes. Foi revelado que aquelas que fumavam mais de 20 cigarros por dia tinham o dobro de probabilidade de desenvolver a depressão. Foi também descoberto que depressivas têm maiores chances de terem sido dependentes do cigarro anteriormente.

Os pesquisadores também examinaram os dados para determinar o risco de mulheres que desenvolvem uma nova depressão dentro de algum tempo.

Uma outra pesquisa feita com 671 mulheres sem história de depressão na família. Dentro desse número, 87 eram fumantes, 15 % continuou desenvolvendo uma depressão. O resto das 584 não fumantes, somente 6,5 % desenvolveu o mesmo problema durante uma década da continuação.

Os pesquisadores acreditam que a depressão é um grande contribuidor para o desencadeamento de outras doenças mais sérias. Além disso, eles acham que maiores esforços precisam ser feitos.

A depressão é um contribuidor principal à carga de doença global, e não há pedidos para estimular fumantes a parar com o fumo.

Especialistas dizem que o cigarro pode impedir a atividade da dopamina, uma substância química cerebral ligada a inclinação e depressão (que pode implicar com outros problemas psiquiátricos como esquizofrenia e desordem bipolar), e, além disso, também produz compostos que danificam os tecidos chamados radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento cutâneo.
Autor: Victoria Bensaude
OBID Fonte: Site do UOL