Fumantes entram na fila para deixar a dependência

O desejo de largar de fumar vem ajudando centenas de pessoas que passam pelo Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) Álcool e Drogas (AD) de Dourados. Eles chegam a enfrentar fila, à espera de novas turmas.

É o caso dos cerca de 200 homens e mulheres, dispostos a ficar livres do vício que responde por mais de 80 por cento dos casos de câncer de pulmão e outros tumores que acometem demais órgãos.

De acordo com a coordenadora Sumaya Gracieli, o tratamento gratuito pelo SUS dura dois meses, assistido por enfermeira e psicóloga, que identificam a origem do problema. A terapia em grupo ocorre às terças e quartas-feiras, das 8h às 9h, na sede do Caps, que integra o programa do Ministério da Saúde.

Disponibiliza medicação para fumantes depressivos e o adesivo para a reposição da nicotina, a fim de ajudar o fumante a enfrentar a síndrome de abstinência. “A maioria larga o cigarro de uma vez, mas as recaídas acontecem. O programa não opera milagres; é indicado para quem realmente quer parar de fumar”, diz.

Paralelo ao Caps, segmentos comprometidos com a saúde pública organizam campanhas. O grupo denominado “Ação em Defesa da Vida” se prepara, com materiais didáticos, para ir às repartições públicas, comércio, indústria e serviços em campanha contra o tabagismo e outras drogas.

Segundo o promoter Tony Cardoso, que conta com o apoio de empresários, o objetivo é sensibilizar as pessoas que o cigarro é maléfico, “tanto para quem usa quanto para os que estão à volta”.

A campanha vai levar informação através de palestras, banners, panfletagens e eventos populares animados por música, para atrair uma fatia da população que faz uso frequente do cigarro, os jovens. Mas, não são apenas os mais novos que poluem o ar. Tony conta que flagrou vários pais fumantes, chegando com filhos no colo acometidos por problemas respiratórios nas portas de hospitais.

O tempo seco e quente propicia o quadro, que é agravado pelo contato com as cerca de 4.700 substâncias tóxicas presentes em apenas um cigarro. Interessados em apoiar a iniciativa devem ligar para Tony, no 9291.6051.

Estatística

Entre os cerca de 1,5 bilhão de fumantes ao redor do mundo, mais de 20 milhões estão no Brasil. O Centro-Oeste tem o menor índice de fumantes do país; a maioria é homem, aproximadamente de 62%. Pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que boa parte dos fumantes está ciente dos malefícios do cigarro. No entanto, deixar o vício sem ajuda especializada pode ser difícil, uma missão quase impossível. No site www.euqueroparar.com.br há informações sobre os danos que o tabagismo provoca no organismo.

Serviço

Centro de Atenção Psicossocial, Caps – AD (álcool e outras drogas). Rua Hilda Bergo Duarte 865, ao lado da Secretaria de Saúde. 3411. 7778.
Autor: Seção Geral
OBID Fonte: Tribuna News