Mistura cancerígena

Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional do Câncer), devem surgir só este ano cerca de 14 mil novos casos de câncer de boca no País. Na região Sudeste, esse tipo é o 5º colocado entre as incidências da doença entre os homens.

Apesar de se chamar câncer de boca, esta é uma denominação que inclui os cânceres de lábio e da cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua e assoalho da boca).

A radiação solar é a principal causa do câncer de lábio, mais freqüente em pessoas brancas, e que registra maior ocorrência no inferior, devido a sua exposição direta a estes raios, enquanto a doença em outras regiões da boca é mais comum entre os que fumam e bebem.

Dentre os fatores de risco que podem levar à doença estão a idade (acima de 40 anos), o consumo de álcool, tabaco e cachimbo, a má higiene bucal e o uso de próteses dentárias mal ajustadas. Segundo o especialista em estética dental, Anderson Bernal, o principal sintoma é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em até uma semana. “Dificuldades para mastigar, falar, engolir, emagrecimento acentuado e presença de ‘caroço no pescoço’ podem ser alguns dos indícios em um diagnóstico de câncer de boca”, avisa.

Por isso, visitar um médico ou o dentista regularmente – no mínimo uma vez por ano – é fundamental. O tratamento da doença prevê cirurgia e / ou radioterapia; em estágio inicial (restritas ao local de origem) ambos apresentam bons resultados em 80% dos casos.

O câncer de boca tem cura e a prevenção está em algumas medidas simples, como promover a higiene bucal, ir ao dentista regularmente, se alimentar bem (ingerindo vegetais e frutas), evitar exposição ao sol (uso regular de protetor labial) e parar de fumar. “Combater o tabagismo é importantíssimo na prevenção deste tipo de moléstia”, reforça o especialista.
Autor: Seção Saúde
OBID Fonte: Revista In Online