Câncer bucal pode ser evitado

Curitiba – Quinta maior incidência no Brasil entre os diversos tipos da doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer bucal pode ser evitado. Porém, apresenta o agravante de os pacientes não se preocuparem com seus sintomas iniciais, geralmente confundidos com aftas. De acordo com o Inca, neste ano serão registrados 1.230 mil novos casos no Paraná entre homens e mulheres e 14,160 mil incidências em todo o Brasil.

Oitenta por cento dos fatores que provocam o câncer são externos. São casos de câncer de pele, pulmão, laringe, boca e outros, que poderiam ser evitados com hábitos de vida saudáveis e têm altas chances de recuperação se identificados precocemente. O restante dos casos são referentes a fatores genéticos (em torno de 10%) e fatores hereditários (aproximadamente 5%).

O câncer bucal é causado pelo consumo de fumo, de álcool ou ainda pela má higiene bucal. Pode ser identificado por manchas brancas e avermelhadas, caroços ou feridas que permaneçam por mais de 15 dias em qualquer região da boca. Com o passar do tempo pode ocorrer a metástase, em que as lesões passam para outras regiões do corpo, principalmente para o pescoço e podem chegar até o pulmão ou fígado, onde formam novos caroços que crescem gradativamente.

Um estudo realizado pelo chefe do Serviço de Cirurgia Buco Maxilo Facial do Hospital Erasto Gaertner (HEG), Laurindo Moacir Sassi, mostra que 18% do total de 8.670 mil pessoas examinadas pelo hospital em um período de 19 anos, e moradoras de 20 cidades do Paraná, desconheciam as formas de prevenção do câncer de boca. Noventa por cento dos participantes da pesquisa possuíam lesões características da doença. A falta de informação, de acordo com o oncologista, prejudica principalmente os pacientes de baixa renda.

O oncologista e diretor técnico do HEG, Luciano Biela, explica que a boca é um local raramente examinado, principalmente quando o paciente realiza consultas de outras especialidades, por isso a importância do dentista no diagnóstico precoce. “Quando diagnosticado precocemente, maior a chance de cura”, afirma.

O tratamento para o câncer de boca é desenvolvido por meio de cirurgia e dependendo do estágio do tumor é necessária a complementação do tratamento com quimio ou radioterapia. Quando não há chance de recuperação, o tratamento realizado visa melhorar a qualidade de vida do paciente, como a diminuição da dor, por exemplo.

Alimentação

Incluída na lista de hábitos de vida saudáveis, a alimentação é um fator fundamental para a prevenção ao câncer. “Não precisa ser (uma dieta) radical, tem que ter uma alimentação regrada, rica em frutas, verduras e legumes”, explica Biela.
Autor: Mauro Frasson
OBID Fonte: Folha de Londrina – PR