Conselho tutelar alerta

O Conselho Tutelar alerta os comerciantes que trabalham no ramo de bares, restaurantes, lanchonetes e afins para que tomem todos os cuidados necessários para não comercializarem bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes, principalmente nesta passagem de ano. Aqueles que assim agirem deverão responder criminalmente já que o Conselho Tutelar, tendo provas, representará judicialmente o proprietário do estabelecimento. “Infelizmente, nesta época do ano, acontece a venda indiscriminada de bebidas alcoólicas, e os proprietários, na ânsia de ter lucro, não se importam em vender bebidas alcoólicas para menores, principalmente aos adolescentes”, salientou Sérgio Domingos Vieira, conselheiro tutelar.

Ele disse que o Conselho Tutelar é acionado constantemente pelo Pronto-Socorro Municipal para atender casos de adolescentes vítimas de coma alcoólico. “Infelizmente há pessoas que não se preocupam com a saúde de garotos que ainda não têm a resistência necessária para tomar bebidas alcoólicas. Muitas vezes estes adolescentes terminam em coma alcoólico e vão para o Pronto-Socorro. Só quem presenciou algo parecido pode entender ser uma cena deprimente desta”, ressaltou.

Ele lembra que duvida que estes proprietários – ou outras pessoas que adquirem as bebidas e repassam aos adolescentes – gostariam que alguém fizesse isso com seus filhos. “Tenho certeza que não. Infelizmente, não agem da mesma forma em se tratando dos filhos dos outros”, frisou.

De acordo com Vieira, àqueles que forem surpreendidos vendendo bebidas alcoólicas para menores o Conselho Tutelar tomará todas as medidas cabíveis para que sejam punidos. “Faremos um boletim de ocorrência e posteriormente representaremos judicialmente os responsáveis. A Vara da Infância e da Adolescência tem sido bastante dura com aqueles que infringem a lei”, afirmou.
Vieira explicou que a venda de bebidas alcoólicas é proibida pelo artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê pena de dois a quatro anos de prisão e multa aos infratores.
Autor: Editoria Justiça
OBID Fonte: Voz da Terra – Assis-SP