Consumo de álcool e entorpecentes está começando cada vez mais cedo em São José

Seis de cada dez alunos de São José dos Campos já experimentaram álcool. A informação é de uma pesquisa feita com estudantes da 7ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. O levantamento foi realizado pelo Conselho Antidrogas da cidade, em parceria com o Instituto Latino Americano das Nações Unidas para a prevenção do delito e tratamento do delinquente.

Vítimas

36 anos de idade e mais de 20 usando drogas como álcool, cocaína e crack. E somente agora a dependente química, que não quis se identificar, resolveu procurar ajuda. Há três meses ela está internada em uma clínica para mulheres. “Fundo do poço é a perda moral, física, espiritual, da família, dos filhos. E sozinha não dá. Sozinho é impossível conseguir recuperação”, disse.

Numa outra clínica, para homens, são 27 pacientes. O tratamento inclui terapia em grupo, individual e atividades ocupacionais. Na cidade existem 16 clínicas particulares, com mensalidades entre R$ 600 e 800. Elas atendem cerca de 500 pacientes. Mas o número de pessoas que precisam de ajuda é bem maior.

Pesquisa

O Conselho Municipal Antidrogas estima que São José dos Campos tenha hoje cerca de 60 mil dependentes de álcool e drogas. Uma pesquisa feita com jovens da cidade mostra que o consumo está começando cada vez mais cedo. O levantamento foi feito com 7.423 alunos de 12 a 18 anos de escolas particulares e públicas.

Fábio Ferreira é dono de uma clínica e membro do conselho. Ele diz que casos de garotos com 8 ou 9 anos que consomem drogas estão se tornando comuns. Mas faltam tratamentos para crianças e adolescentes. “A gente precisa de pessoas que nos ajudem. Psicólogos, terapeutas, que façam trabalhos voltados aos adolescentes”, disse Fábio.

Para o presidente do conselho, a única maneira de diminuir esses números é a prevenção. O grupo elaborou um relatório com propostas que foram encaminhadas à prefeitura. Uma delas é criar grupos de assistência parecidos com os do programa de Saúde da Família. “Serão desenvolvidas equipes que vão até os locais em loco, identificando os casos, principalmente nos casos em que a dependência não foi instalada, para então recuperar esse paciente”, explica Franklin Maciel, presidente do conselho Antidrogas.
Autor: Seção Nossa Região
OBID Fonte: VNews