Dependentes químicos terão atendimento

Os dependentes de álcool e droga de Piracicaba vão contar com atendimento diário no Centro de Atenção Pisicossocial (CAPS) Álcool e Droga (AD), no bairro Campestre. A unidade será inaugurada em fevereiro e terá capacidade para atender 350 pessoas por mês, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde.

O local será o primeiro a oferecer atendimento intensivo na região para pessoas com dependência química. Atualmente elas recebem atendimento ambulatorial na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Cristina.

De acordo com Heloisa Moura Silva, coordenadora da Saúde Mental de Piracicaba, o Caps-ad poderá dar mais atenção aos pacientes que precisam de apoio total para conseguir a recuperação. “O atendimento no Caps-ad é para os casos mais graves que não precisam de internação hospitalar, mas que têm recaídas constantes, o que torna o tratamento mais difícil”, disse.

O objetivo também é conseguir a reintegração social do dependente. Para isso estão previstas palestras, cursos, oficinas e também o acompanhamento familiar. “Sem orientação da família o tratamento para a recuperação do paciente não tem resultado positivo”, afirma.

A coordenadora disse que as pessoas que serão atendidas no local vão passar por uma triagem, no ambulatório na Vila Cristina e também no Caps-ad. Essa medida tem a finalidade de dividir o atendimento nos dois locais pela gravidade do caso.

No Caps-ad os pacientes vão contar com médicos psiquiatra e clínico geral, psicólogos, terapeuta ocupacional, enfermeira, técnicos de enfermagem e artista plástico.

A área utilizada é da antiga creche municipal do bairro Campestre, que foi reformada para atender as necessidades da nova unidade. No local foram construídas salas de recepção, consultórios, enfermaria, refeitório, salas de atividades em grupo e guarita. Há espaço para implantação de horta e campo de futebol de areia para atividades dos pacientes.

Para o secretário municipal de Saúde, Fernando Cárdenas, o objetivo da unidade é trabalhar junto aos pacientes e familiares, os fatores de proteção para o uso e dependência de substâncias psicoativas, buscando ao mesmo tempo minimizar a influência dos fatores de risco para tal consumo.

Heloísa explica que o maior número de casos atendidos atualmente é da dependência do álcool, que é responsável pela maioria das ocorrências da violência doméstica, contra mulheres e crianças e no trânsito. “O problema é que a bebida é encontrada em todos os lugares, nos pontos de venda, nas festas em família, o que torna a luta contra essa dependência mais difícil que as outras drogas”, avalia.
Autor: Editoria Cidades
OBID Fonte: Gazeta de Piracicaba