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RS confirma 544 vagas para crack

Por: Zero Hora
Uma boa notícia para a saúde pública no Rio Grande do Sul. Em abril de 2008, foi prometida a criação de 500 vagas em leitos hospitalares para a internação de viciados. Nove meses depois, a Secretaria Estadual da Saúde diz que já contratou 544 leitos em 69 hospitais gerais para dependentes da droga e de álcool.

As autoridades consideram a criação um avanço na luta contra o crack, droga que por ser barata e fatal se alastra na população gaúcha como se fosse uma epidemia. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) entende que a oferta é o “mascaramento de uma tragédia”, pois, na visão dos médicos, garantir vagas não bastaria para resolver o drama dos viciados em crack.

Na Região Metropolitana, onde se concentra o problema, estão disponíveis 94 leitos. O número pode ser ampliado, porque o governo negocia mais vagas em leitos com outros oito hospitais. Foi o que garantiu, ontem, em Porto Alegre, o secretário da Saúde, Osmar Terra.

Os hospitais começaram a ser contratados em novembro. As vagas são destinadas preferencialmente para o crack. Cada um deles recebe pelo leito R$ 1,9 mil por mês. Antes, os viciados na droga tinham de disputar os leitos comuns com outros doentes.

– Dentro de um mês, deverá estar concluído um levantamento para saber como foram feitas as obras e tomadas as providências técnicas nos hospitais contratados – afirma Terra.

De acordo com o Simers, apenas a criação de leitos não resolve o problema das pessoas viciadas em crack. Paulo de Argollo Mendes, presidente do sindicato, entende que é necessário o dependente ter a sua disposição um aparato que o ajude a lidar com o vício. Argollo também coloca em dúvida o número contratado.

– Pela nossa experiência, e com base em informes preliminares, acreditamos que muito deles sejam apenas uma cama onde foi colocada uma “plaquinha” – comentou Argollo.
Fonte:Procuradoria da Republica no Rio Grande do Sul