Na capital, 44% têm baixa dependência

Grande parte da população conhece os danos causados pelo tabagismo, doença crônica provocada pela dependência do tabaco. Ainda assim, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que mais de um bilhão de pessoas fumam no mundo.

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde, com 838 pessoas na cidade de São Paulo, durante ações de prevenção e alerta promovidas ao longo de 2008, mostra que 44% (372) delas têm potencial para se livrar facilmente do vício. O resultado foi obtido por meio do Teste de Fagerström, que mede a dimensão do vício no dia-a-dia, como por exemplo, a dificuldade de ficar sem fumar em locais proibidos.

O mesmo não acontece em Bauru. A coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), Luciana de Oliveira Martins, conta que a maioria dos testes de Fagerström realizado com os quase 600 inscritos apontou fumantes com dependência alta ou muito alta. “Esse resultado da pesquisa do Estado nos assustou, porque aqui em Bauru acontece exatamente o contrário”, afirma.

Segundo o levantamento da Secretaria de Saúde, os outros 114 participantes, ou 13,6%, tiveram como resultado grau de dependência média. E para 42% a avaliação foi de fumante com dependência alta ou muito alta.

O tabagismo pode ter variadas conseqüências, entre elas a causa de diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares, enfisema pulmonar e bronquite crônica. Dos 760 fumantes que fizeram o teste do monoxímetro, espécie de “bafômetro” do cigarro que mede a quantidade de monóxido de carbono expirado, 58,7% foram avaliados como fumantes pesados, ou seja, que consomem dois ou mais maços de cigarro por dia. Outros 24,2% foram avaliados como fumantes (um a menos de dois maços diários), e 17,1% como fumantes leves.
Autor: Juliana Franco
OBID Fonte: Jornal da Cidade – Bauru