Tuma pede apoio das famílias para impedir liberação do uso da maconha

Dizendo-se “perplexo e preocupado” com a sugestão da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, da Organização das Nações Unidas (ONU), de liberação imediata do uso da maconha para consumo, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) falou sobre os malefícios da droga e pediu o apoio da sociedade civil e das famílias brasileiras para evitar que a medida seja adotada. A sugestão foi apresentada na última reunião de cúpula da comissão, realizada no Rio de Janeiro, no dia 12 deste mês.

– Tenho plena consciência dos danos que o consumo de substâncias entorpecentes causa no organismo humano, não apenas no aspecto físico, mas, também, no âmbito psicológico, este, sim, muito devastador ao ser humano porque engloba regiões do cérebro humano ainda pouco exploradas pela ciência médica – disse Romeu Tuma.

O senador também discordou da justificativa para liberar a maconha apresentada pelos participantes da comissão da ONU. Tuma não considera que a liberação seja uma alternativa viável para a erradicação das questões relacionadas ao consumo ilegal de substâncias entorpecentes ou que causem dependência física ou psicológica no Brasil.

Em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) opinou que o Brasil não pode decidir isoladamente sobre a liberação do uso da maconha. Se tal decisão for tomada, advertiu, o país poderá ser transformar em um depósito de viciados e usuários da droga vindos de outros países. Na mesma linha, o senador Augusto Botelho (PT-RR) citou o exemplo da Holanda, que está sofrendo com a invasão de estrangeiros que procuram o país para consumir drogas.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) rechaçou a tese de que o uso da maconha deve ser liberado porque a repressão falhou no seu combate. Ele comparou que, se o raciocínio for válido, o Brasil deveria abdicar de combater os homicídios, os furtos e os roubos, já que, da mesma forma, a polícia também não tem conseguido controlar esses tipos de crimes.
Fonte:Da Redação / Agência Senado