Obesidade juvenil traz riscos semelhantes aos do tabagismo

ESTOCOLMO, SUÉCIA: Um estudo realizado na Suécia indica que ser obeso na adolescência aumenta o risco de morte prematura tanto quanto fumar. A pesquisa do Instituto Karolinska, divulgada ontem na publicação científica “British Medical Journal”, usou dados de 45.920 homens que foram submetidos a exames médicos obrigatórios ao se alistarem no serviço militar, quando tinham idades entre 16 e 19 anos.

Seus índices de massa corpórea (IMC) e seus hábitos de fumar foram anotados e eles foram acompanhados, em média, por 38 anos. Nesse período, 2.897 deles morreram.

Os cientistas concluíram que o número de mortes prematuras na idade adulta dos jovens com peso normal que fumavam mais do que dez cigarros por dia foi o mesmo de não-fumantes obesos.

Os pesquisadores dizem que jovens obesos fumantes correm mais riscos – na pesquisa, eles mostraram ter cinco vezes mais chances de morrer prematuramente na idade adulta do que os não-fumantes com peso normal.

Além disso, o estudo mostrou que adolescentes obesos têm o dobro das chances de morte prematura do que jovens com peso normal. O risco aumenta em 30% em adolescentes com excesso de peso, mas não obesos. Segundo os estudiosos, a incidência de mortes foi menor entre os homens com peso normal e maior entre os que eram obesos na adolescência.

Magreza. Os cientistas descobriram ainda que os participantes com peso abaixo do normal não apresentavam risco alterado de morte prematura, independentemente de fumarem ou não.
Já aqueles que tinham o peso muito abaixo do normal tinham as mesmas chances de sofrer morte prematura do que os que tinham excesso de peso.

Martin Neovius, coordenador da pesquisa, afirmou ainda que os jovens que fumam até dez cigarros por dia têm até 30% mais chances de ter morte prematura. “As descobertas indicam que o excesso de peso, a obesidade e o fumo entre os adolescentes continuam sendo alvos importantes de iniciativas de saúde pública”, afirmou o médico.

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e cérebro-vasculares, diminuição de HDL (colesterol bom), diabetes tipo 2, câncer, intolerância à glicose, osteoartrite, distúrbios menstruais e infertilidade, entre outras.
Autor: Editoria Brasil
OBID Fonte: O TEMPO-MG