Narcóticos anônimos – Grupo convida usuários que queiram parar

O Grupo Resgate de NA (Narcóticos Anônimos) convida os dependentes químicos a conhecerem essa alternativa e divulga suas linhas de ajuda. Em Marília e região (área 14) o celular 9719-1135 permanece à disposição 24 horas por dia. Os encontros são realizados três vezes por semana na Igreja Nossa Senhora de Fátima.

Aproximadamente 30 grupos de resgate de narcóticos anônimos funcionam na região centro-oeste paulista do estado. A proposta é originária dos AAs (Alcoólatras Anônimos), especificamente para quem faz uso de outras drogas.

A freqüência de pessoas é variável, já que o grupo é aberto. Porém, segundo um dos integrantes que não pode ser identificado, em comparação ao alto uso de drogas no país, a busca por ajuda é baixa. “Todos somos iguais e o único critério para ser inserido no grupo é a vontade de querer parar”, disse ele, se referindo ao uso de entorpecentes.

No grupo de Marília, as reuniões acontecem às terças e quintas-feiras às 20h e aos sábados às 16h30 no fundo da Igreja Nossa Senhora de Fátima, rua Marechal Deodoro, nº 386. A linha de ajuda da área 14, 9719-1135, funciona em tempo integral, assim como a linha da área 16, que é a 9752-8686.

Outras linhas de ajuda são (17) 9627-7775 e (18)9613-7676. O grupo funciona como um apoio aos demais tratamentos. Não existe uma coordenação. Quem não está fazendo uso de drogas, assume compromissos, se desejar, no funcionamento do trabalho.

Todos os membros participam expondo dificuldades e se apoiando mutuamente. Os encontros são como terapias em grupo. “No NA os dependentes encontram pessoas exatamente na mesma situação”, disse o integrante anônimo. Segundo ele, o usuário de drogas com vontade parar se vê inserido em um grupo e encontra apoio, solidariedade e identificação.

Ao comparecer em um dos encontros o dependente químico não assume o compromisso de integrar o grupo. As pessoas com dependência são convidadas a conhecer o trabalho.

O NA trabalha com total anonimato e 12 Passos que ajudam o dependente a se manter longe do vício. O primeiro é reconhecer que se era impotente perante o álcool ou drogas e que o domínio da própria vida tinha sido perdido. O último é a junção de todos.

Narcoticos Anônimos (NA) e Alcoólatras Anônimos (AA)

O AA (Alcoólatras Anônimos) reconhece a existência apenas de uma doença presumivelmente chamada de alcoolismo. Já o NA reconhece a existência da dependência química, que apresenta o sintoma do uso de droga lícita e/ou ilícita. Os Narcóticos Anônimos consideram droga até o tranqüilizante, desde que sob uso abusivo e sem motivação médica comprovada.
Autor: Editoria Cidade
OBID Fonte: Jornal da Manhã