Prefeitura cria projeto para recuperar menores

Prostrados no chão, perto dos acessos das favelas do Jacarezinho e de Manguinhos, crianças e jovens dependentes de crack são um retrato do efeito devastador da droga. Com o objetivo de garantir-lhes a sobrevida, a Secretaria municipal de Assistência Social (SMAS) implantou um projeto-piloto nas duas comunidades e pretende, depois, estender a iniciativa à cidade inteira. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desde o início do ano, agentes da SMAS vão ao encontro dos usuários.

Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Fernan-do William Ferreira, as crianças vítimas do crack são acolhidas num abrigo diferente: a Casa Viva, que fica na Zona Norte, é exclusiva para dependentes químicos até 12 anos. Marcelo da Cunha, coordenador do núcleo de Direitos Humanos da SMAS, disse que a ação deles não é de repressão:

“Não somos policiais. O que queremos é cuidar desses meninos que ficam caídos”.

A promotora Karina Valesca Fleury, da Vara da Infância e Juventude, informa que, ainda este mês, vai se reunir com representantes das duas secretarias para discutir a ampliação dessa parceria:

“Hoje, esses garotos estão jogados na rua e a equipe que faz a assistência não sabe se estão dormindo ou mortos”.

Usuário de crack, um menino de 8 anos foi encontrado por uma equipe das secretarias deitado junto à linha do trem próxima ao Jacarezinho, durante uma ação há cerca de 30 dias. Ele teve que ser carregado por um dos agentes. Além dele, outras sete crianças e quatro jovens (com até 25 anos) foram levados para abrigos.
Autor: Editoria O País
OBID Fonte: O Estado do Maranhão