Alcoolismo: Doença não tem cura, mas existe tratamento

Fatores genéticos

O alcoolismo tende a ocorrer com mais frequência em certas famílias, entre gêmeos idênticos (univitelinos) e mesmo em filhos biológicos de pais alcoólicos adotados por famílias de pessoas que não bebem.

Estudos mostram que adolescentes abstêmios, filhos de pais alcoólicos, têm mais resistência aos efeitos do álcool do que jovens da mesma idade, cujos pais não abusam da droga. Muitos desses filhos de alcoólicos se recusam a beber para não seguir o exemplo de casa. Quando acompanhados por vários anos, porém, esses adolescentes apresentam maior probabilidade de abandonar a abstinência e tornarem-se dependentes.

Filhos biológicos de pais alcoólicos criados por famílias adotivas têm mais dificuldade de abandonar a bebida do que alcoólicos que não têm histórico familiar de abuso da droga.

Tratamento do alcoolismo

Desintoxicação – Geralmente realizada por alguns dias sob supervisão médica, permite combater os efeitos agudos da retirada do álcool. Devido os altíssimos índices de recaídas, no entanto, o alcoolismo não é doença a ser tratada exclusivamente no âmbito da medicina convencional.

Reabilitação – Depois de controlados os sintomas agudos da crise de abstinência, seja por meio de internação ou de tratamento ambulatorial, os pacientes devem ser encaminhados para programas de reabilitação, cujo objetivo é ajudá-los a viver sem álcool na circulação sanguínea, como os grupos de autoajuda ( A.A). É preciso lembrar que as recaídas são comuns nos pacientes alcoolistas.

Curiosidades

A bebida alcoólica surgiu na pré-história. Alexandre, o Grande, caiu inconsciente depois de beber muito em seu último banquete e veio a morrer dias depois de doença relacionada ao abuso de álcool.
Autor: Editoria Educação e Ciência
OBID Fonte: Jornal da Comunidade