Cai o número de fumantes dentro das empresas

Tanto as empresas como os funcionários estão agindo de forma mais incisiva em relação ao combate ao fumo. Segundo uma pesquisa realizada no ano passado pela SulAmérica Saúde com 16,5 mil profissionais que ocupam cargos administrativos nas empresas clientes da seguradora, 11% disseram ser fumantes. Em 2007, o mesmo estudo apresentou um índice de 13%.

“Ainda é um número bastante alto, mas estamos notando uma queda gradual, o que é um fator positivo”, afirma o diretor de prestadores e serviços médicos da SulAmérica, Roberto Galfi. Prova disso é que cerca de 20% dos pesquisados disseram já ter deixado o vício. Além do esforço individual, a participação das empresas é um fator decisivo para que o funcionário tenha sucesso em parar de fumar. “As companhias têm demonstrado interesse em melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores. Há cada vez menos locais onde é permitido fumar no ambiente corporativo, mas a ideia não é apenas proibir e sim oferecer meios e apoio para ajudar quem quer parar”, diz Galfi.

Além de desenvolver e por em prática ações para combater o tabagismo em empresas clientes, a própria SulAmérica mantém o “Fumo Zero, Saúde Dez” para seus funcionários com palestras, sessões terapêuticas, consultas médicas e até ajuda para compra de remédios. “A fase inicial, nos dois primeiros meses, é mais tensa. Nos oito meses seguintes fazemos apenas um acompanhamento para evitar recaídas” , explica o diretor. Segundo ele, até agora cem funcionários aderiram ao programa e, destes, 83 deixaram de fumar. Atuando na prevenção, as empresas evitam diversos encargos com plano de saúde e de ter prejuízos causados por baixa produtividade, faltas e licenças médicas de funcionários doentes.

De acordo com a pesquisa, a faixa etária da maioria dos fumantes nas empresas vai dos 30 aos 40 anos, e são estes também os que mais aderem aos programas para combater o vício. Para Galfi, no entanto, não se pode deixar de olhar os mais jovens.

“É preciso cortar o cigarro logo cedo dos profissionais que estão entrando agora no mercado. Muitos aumentam a quantidade de cigarros diários quando começam a trabalhar, na tentativa de lidar com o estresse e com os problemas que não tinham antes, e isso é um erro”, afirma.

O estudo mostrou ainda que as mulheres têm mais disponibilidade de procurarem um programa de combate ao fumo, embora os homens consigam melhores resultados. “A mulher tem uma ligação emocional mais forte em relação ao cigarro. Geralmente é mais difícil para ela parar de fumar do que para o homem”, afirma.(RS)
Autor: Editoria Carreira
OBID Fonte: Valor Econômico