Autoridades se reúnem para discutir plano de ação contra o crack

As ações são de curto, médio e longo prazo. Entre elas, estão orientação às famílias e mapeamento dos locais, onde há grande concentração do uso de crack e exploração sexual na cidade.

Um assunto que preocupa as famílias é o avanço do crack entre os adolescentes no Rio. Na manhã desta quinta-feira, autoridades municipais, estaduais e federais se reuniram para discutir o plano de ação para combater o uso da droga e a exploração sexual de jovens.

O plano de ação tem 18 pontos já identificados pelas autoridades. As ações são de curto, médio e longo prazo, entre elas um trabalho de orientação às famílias e um mapeamento dos locais, onde há grande concentração do uso de crack e exploração sexual na cidade.

“Nós vamos apresentar uma parte desse mapeamento hoje. São vários locais. Há quem diga que já chega a 300 locais de ponto de venda. Nós esperamos chegar no dia 27 de maio, quando formos apresentar ao prefeito a nossa proposta, termos todo essa mapeamento feito”, aposta o secretário de Assistência Social, Fernando William.

Em janeiro, uma serie exibida pelo RJTV mostrou que nove em cada dez moradores de rua estavam viciados na droga. Em entrevista, o secretário de Assistência Social admitiu que a prefeitura não tinha abrigo e centro de reabilitação suficientes para suprir a demanda.

Hoje, o secretário disse que ampliação de vagas está prevista no plano de ações.

“Nós já estamos sentindo os resultados. Por exemplo, você fizeram uma reportagem com uma menina de 16 anos, grávida, e que disse que usaria crack até morrer. Essa menina já está em um dos nossos abrigos, já há uma semana. Ela já iniciou o tratamento pré-natal. Tudo leva a crer que ela encontrará uma solução para o seu caso”, conta Fernando William

Ontem, dois homens foram presos na rodovia Niterói- Manilha com três quilos de crack.
Segundo os especialistas, o crack é cinco vezes mais potente que a cocaína. A droga tem, na composição, uma mistura de produtos químicos. Ao ser consumida, ela vai do pulmão e direto para o cérebro, podendo causar dependência imediata.

“Eu posso afirmar que os efeitos do crack no sistema nervoso são de um grau de dano estupendo. É uma droga devastadora que leva, muitas vezes, em dois anos, ao óbito”, declara a psiquiatra Carlos Augusto de Araújo.
Autor: Editoria Últimas Notícias
OBID Fonte: G1 Online