Experiência de êxito no país

O Proerd existe no Brasil desde 1992, quando o Rio de Janeiro se inspirou no programa do Departamento de Polícia de Los Angeles, desenvolvido com a intenção de evitar que adolescentes entrem para o mundo das drogas e do crime. No DF, o programa começou a funcionar em 1998 e hoje está presente em todos os estados. “O programa é primordial. A prevenção é muito importante para diminuir a necessidade da repressão”, diz o coordenador nacional do Proerd, Coronel Fonseca.

No Distrito Federal, o programa já atende 80% das escolas públicas e foi expandido para abranger também os alunos da 7ª série, as crianças portadoras de necessidades especiais e os pais de alunos do o ensino fundamental.

“O curso para alunos da 7ª série visa ratificar o que eles aprenderam antes. É um momento importante porque eles já estão na adolescência e começam a sofrer uma influencia maior do seu grupo social”, explica o Coronel Fonseca. “A didática usada para cada idade também é diferente”, complementa o Major Nascimento, coordenador local do programa.

Cursos diferenciados

O curso voltado para os pais é mais curto que o das crianças, com apenas cinco palestras nas escolas. Elas funcionam como alertas para que os pais participem da vida dos filhos e identifiquem comportamentos que exigem mais atenção. Já o curso para portadores de necessidades especiais se diferencia dos outros por ser necessário um treinamento específico dos instrutores, como o domínio da leitura em braile e da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O centro de treinamento do DF forma instrutores para todo o país, explica o major Nascimento. “Temos apoio de uma pedagoga da Secretaria de Educação e a aprovação do programa americano”. Segundo ele, o resultado desse investimento são os elogios e a aprovação de alunos e de seus pais.

Realização profissional

O soldado Luir é um dos professores que forma instrutores em todo o país e executa sua missão com orgulho. Após três anos, ele diz que participar do Proerd é uma realização profissional. “Gosto de trabalhar com crianças e é importante a polícia trabalhar a raiz do problema”, ensina Luir. Ele explica que para fazer parte do Proed é necessário que o policial se candidate e passe por uma seleção e pelo curso de formação.
Autor: Editoria Cidades
OBID Fonte: Jornal de Brasília