Ações do Grupo Hospitalar Conceição contra o fumo

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou ontem uma série de ações para lembrar o Dia Mundial Sem Tabaco, festejado no dia 31 de maio. A programação incluiu distribuição de material educativo sobre fumo passivo e os prejuízos do cigarro, esquetes de teatro sobre o tema e dosagem de monóxido de carbono (gás produzido na queima do cigarro, maléfico ao organismo). As atividades envolveram os hospitais Conceição, Cristo Redentor e Fêmina, além dos postos de saúde comunitária. O principal objetivo era conscientizar funcionários e comunidade, permitindo reflexão sobre os malefícios provocados pelo fumo.

No Hospital Conceição circulam mais de 5 mil pessoas diariamente. Conforme a Comissão Executiva de Controle de Tabagismo do Hospital Conceição, as doenças relacionadas ao tabaco matam mais de 3 milhões de pessoas no mundo por ano. Segundo Elaine Santos Segura, médica clínica especialista em dependência química e integrante do programa de tabagismo do hospital, o número de adultos fumantes tem caído nos últimos dez anos. “Apesar de ainda ser alto, hoje estima-se que em torno de 25% da população adulta de Porto Alegre é fumante. O índice é maior do que em outras capitais, mas já foi de 35%”, ressaltou.

Na sua avaliação, a redução é resultado do trabalho de prevenção. “O fumante é acometido de doenças, fazendo com que morra mais cedo, além de ter a qualidade de vida piorada”, constatou. Entre os problemas, ela destacou doenças pulmonares, cardíacas e até vasculares, além do câncer. “Não propicia apenas câncer de pulmão, mas também o de bexiga, pâncreas, colo de útero e mama”, citou. Elaine alertou sobre os perigos ao fumante passivo: “A pessoa exposta à fumaça recebe alcatrão e nicotina”.

Ainda observou que o fumo causa dependência química, bem como o álcool e as drogas ilícitas, como maconha e cocaína. “É preciso buscar ajuda de um médico ou de um programa antitabagismo”, concluiu.
Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: Correio do Povo