Imagem deve ficar na frente do maço

Cinco anos após o uso de imagens de alerta em maços de cigarro ter se tornado obrigatório, estudiosos querem as fotos em destaque na frente da embalagem.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou estudo sobre o impacto desse tipo de medida entre os fumantes.

– O Brasil é o país mais conhecido por essas advertências nos maços de cigarro, mas os efeitos seriam ainda melhores se as imagens estivessem na frente dos maços – avaliou o coordenador da pesquisa e professor da Universidade de Waterloo, no Canadá, Geoffrey Fong.

Segundo o Inca, 19 imagens de advertências foram impressas nos maços de cigarros no país desde 2004. A partir deste mês, outras 10 entraram em vigor e deverão ser avaliadas em 2010.

– Temos conseguido fazer um contraponto ao que a indústria sempre fez. Enquanto ela usa imagens bonitas, a gente adota imagens agressivas, para ressaltar o efeito nocivo do cigarro. Mas precisamos intensificar ainda mais a campanha – ressaltou o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.

De acordo com o estudo, dos fumantes entrevistados, 84,9% disseram ficar muito ou extremamente preocupados quando vêem as advertências. Dos 17 países em que a pesquisa já foi aplicada, o Brasil aparece em segundo lugar na questão de fumantes com intenção de parar de fumar – 80% dos ouvidos querem deixar o cigarro.

O levantamento também aponta que as imagens e frases impressas impediram que 39,1% dos fumantes pegassem um cigarro quando eles estavam prestes a fumar, nos últimos 30 dias. Já 61,6% dos fumantes (e 83,2% dos não-fumantes) disseram que as advertências os fizeram pensar, um pouco ou muito, sobre os riscos à saúde provocados pelo tabagismo.

Mais de 90% voltariam atrás em relação ao vício

O estudo mostra que 91,8% dos fumantes ouvidos disseram que se pudessem voltar atrás, não teriam começado a fumar. A pesquisa entrevistou 717 pessoas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Porém, o objetivo final é acompanhar 1,8 mil brasileiros por no mínimo três anos. O levantamento foi feito pelo Inca e pela Universidade de Waterloo, no Canadá, que aplica a mesma metodologia em países como Suíça, Austrália e Reino Unido.
Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: Diário Catarinense