Bebê sofre com efeito da droga

Um bebê que nasce de mãe usuária de crack fica internado no mínimo três dias na Maternidade Darcy Vargas. É o que os médicos podem fazer para impedir que a criança receba mais drogas pelo leite materno.

A saúde do bebê depende também de outros prazos: uso de crack nos primeiros três meses de gravidez aumenta o risco de má-formação do feto. Se a mãe fuma crack uma semana antes do parto, o bebê pode nascer sofrendo de abstinência. Chora mais, é irritadiço, sente falta da droga. É comum o recém-nascido ser desnutrido (com menos de 2,5 kg). “Não se sabe se por efeito do crack ou porque as mães se alimentaram mal durante a gravidez”, diz a neonatologista Scheila Siebeneicher.

O crack também é responsável por abortos espontâneos. A gravidez de uma mulher dependente de drogas é sempre de risco. Uma moça de 29 anos, usuária de crack que vive nas ruas de Joinville, acredita ter sofrido há cerca de um mês um aborto. “Acordei e tinha sangue para todo lado. Não fui ver o que era”, conta a moça.

Seria o sétimo filho dela, que chegou a tentar parar, sem sucesso, de consumir a droga pela saúde do bebê. Segundo a médica Scheila, em casos graves de má-formação do feto, o próprio corpo trata de interromper a gravidez.
Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: A Notícia