Pesquisa mostra que 17% dos universitários de Mato Grosso são tabagistas

Uma pesquisa feita pela fisioterapeuta mestre em Saúde Coletiva, Ana Maura Pereira da Silva, revela que 17,4% dos estudantes universitários da área da saúde são fumantes. Com o tema “Tabagismo entre estudantes universitários de ciência da saúde: frequência e conhecimento”, a pesquisa apontou uma prevalência maior nas universidades particulares, especialmente nos cursos de Odontologia e Farmácia, com 25,5% e 29,6%, respectivamente.

Foram ouvidos 782 estudantes, do total de 948 matriculados na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e outras duas universidades particulares – uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande –, dos cursos de Medicina, Odontologia, Farmácia, Psicologia, Enfermagem, Educação Física, Fisioterapia e Nutrição.

O objetivo da pesquisa, revelou Ana Maura, foi avaliar a prevalência do tabagismo entre os futuros profissionais de saúde. “A minha intenção foi verificar até que ponto o tabagismo atingia os profissionais responsáveis pelos cuidados da saúde da população”, contou a mestre. Conforme o professor orientador da pesquisa, o pneumologista Clovis Botelho, o resultado mostrou que os alunos das áreas da saúde não estão preparados para exercer suas atividades em relação ao tabagismo. Isso porque, explicou a pesquisadora, a maioria dos estudantes não soube identificar os tipos de tratamento contra o tabagismo expostos no questionário – bupropina (antidepressivo), terapia de reposição nicotínica, terapia cognitiva comportamental e vareniniclina.

“Além de verificarmos que há um número considerável de fumantes entre os alunos, muitos deles desconhecem os tipos de tratamentos existentes contra o tabagismo, classificado pelo Código Internacional de Doenças (CID-10), dentro do grupo das substâncias psicoativas que causam transtornos mentais e de comportamento”, explicou Ana Maura.

* Título alterado pelo portal OBID
Autor: Dana Campos
OBID Fonte: Diário de Cuiabá