Lei Seca reduz óbitos e internações em São Luís

No 1° semestre de 2008, ainda sem a Lei Seca, o total de internações foi de 1.208 registros, sendo que já com a lei em vigor ( 2º semestre), houve uma redução para 1.120. Na variação entre do 2° semestre de 2007 e o mesmo período em 2008 a redução é bem mais positiva, segundo avaliação do ministério, e chega a uma diminuição de 481 registros.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o número de mortes registradas em São Luís, provocadas por motoristas alcoolizados, foi reduzido na comparação entre o 1° e 2° semestre de 2008. Nos primeiros seis meses do ano passado, foram 85 mortes contra 47 no 2º semestre, ou seja, uma queda de 38 óbitos. E a comparação entre o 2° semestre de 2007 e o de 2008 mostrou uma redução de menos 24 registros de óbitos.

O ministro da Saúde, José Temporão, que apresentou o relatório ontem, em Brasília, avaliou de forma positiva o primeiro ano de vigência da Lei Seca nas capitais brasileira. Aprovada em 19 de junho de 2008, a Lei 11.705, ou Lei Seca, modificou o Código de Trânsito Brasileiro. Antes da lei, o consumo de bebida alcoólica era permitido no máximo de 6 decigramas (dg) de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja). Com a aprovação da lei, o índice permitido foi reduzido para 2 dg de álcool por litro de sangue.

O relatório mostra uma redução significativa nas internações e mortes associadas ao trânsito em comparação entre o ano de 2007, antes da Lei Seca, e o ano de 2008 com a Lei em vigência. E para chegar aos resultados, o MS usou como base os dados dos Sistemas de Informações sobre Mortalidade (SIM) e de Internações Hospitalares (SIH), além do Inquérito Nacional de Fatores de Risco e Proteção para Doenças e Agravos não Transmissíveis (Vigitel).

Internações – Quando avaliadas as internações registradas nas capitais, entre o 1° e o 2° semestre de 2008, houve redução de 3.325 internações por acidentes de trânsito, uma queda de 4%. Na comparação entre o mesmo período de 2008, que compreende seis meses antes e seis meses depois da Lei Seca ser aplicada, o Brasil apresentou uma redução de 459 óbitos (queda de 14%).

Apesar da avaliação positiva feita pelo MS com os dados apresentados em grande parte das capitais do país, alguns estados não conseguiram reduzir seus índices de internações e óbitos causados pela embriaguez no trânsito. Belo Horizonte, Belém e Teresina, por exemplo, não registraram diminuição no número de internações e óbitos ocasionados por a ingestão de bebidas alcoólicas antes de dirigir.

Segundo o MS, a Lei Seca está em consonância com as ações do Programa Mais Saúde do Governo Federal. O MS alerta que, para ampliar os bons resultados, devem ser mantidas e potencializadas a fiscalização e ações de comunicação e educação, de forma continuada e sistemática.

Reduções

As cidades que registraram os maiores índices de reduções tanto de internações quanto nos óbitos, respectivamente, foram

São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza.

* Título alterado pelo portal OBID
Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: O Estado do Maranhão