Secretário prevê economia anual de R$ 90 milhões com lei antifumo

O secretário da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, afirmou ontem que a lei antifumo, que entra em vigor no estado hoje, pode gerar uma economia anual de R$ 90 milhões aos cofres públicos – valor gasto com o tratamento de fumantes passivos.

No começo da tarde de ontem, o secretário participou de blitz educativa em bares e restaurantes do centro da cidade, para informar sobre a nova lei. ´´As blitze educativas aconteceram durante três meses para alertar restaurantes, shoppings e outros estabelecimentos sobre a nova lei´´, afirmou.

Segundo o secretário, 500 fiscais da Vigilância Sanitária iniciariam a fiscalização de bares e restaurantes a partir da zero-hora de hoje. Fiscais vão atuar em toda a cidade e em municípios do interior. Durante o dia, o número de agentes de fiscalização subirá para 1.500. Barradas Barata afirma que a ação de fiscalização custará R$ 4 milhões por mês.

A lei começará a aplicar as sanções em todo o estado, passados 90 dias dados para adaptação de bares, restaurantes, casas noturnas e empresas. A legislação nasceu, dizem os gestores, com a justificativa de defender a bandeira da extinção do fumo passivo.

Durante as blitze educativas, os profissionais do Centro Estadual de Referência e Treinamento do Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) fizeram um levantamento e afirmam que basta uma noite para alguém que nunca acendeu um cigarro ser transformado em fumante.

Multas

Os dados foram colhidos com 50 garçons e clientes não fumantes abordados em casas noturnas. Depois de quatro horas de festa e exposição à fumaça, 33 dos participantes atingiram níveis similares ao de quem fuma quatro cigarros por dia, o que responde por 65% dos casos. Segundo os especialistas, não há nível seguro de consumo, e essa quantidade a longo prazo é suficiente para provocar doenças como asma, bronquite e até mesmo câncer.

A lei antifumo prevê multa de R$ 792,50 a R$ 1.585, dependendo do porte do estabelecimento.
Autor: Editoria Região Metropolitana
OBID Fonte: Jornal DCI